terça-feira, 30 de setembro de 2014

Luiz Vilela está hoje no Sesc Vila Mariana, em São Paulo

Luiz Vilela 30/09, terça-feira, às 20h00 | Local: Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana



LUIZ VILELA, um dos mais importantes prosadores brasileiros, é o convidado do Sempre um Papo e do Sesc Vila Mariana para o debate e o lançamento dos livros “A Feijoada e Outros Contos” (Sesi-SP Editora) e “Você Verá” (Record).

Em “Feijoada e Outros Contos”, tendo como pano de fundo a condição humana, e escritos num estilo direto e pleno de diálogos, os 13 contos reunidos na obra dão ao leitor uma compreensão melhor da fragilidade do indivíduo, da dificuldade das relações sociais, dos desafios do mundo e do sentido da vida.



E “Você Verá” traz 11 contos, escritos por Luiz Vilela nos últimos dez anos. Na obra, o leitor encontrará nas linhas simples, a melancolia dos momentos fugazes. Com o estilo enxuto, o autor aborda, nos onze contos que compõem o livro, a dificuldade de comunicação da humanidade e acentua a ideia de que vivemos em um mundo cada vez mais reflexivo.

No conto “Era Aqui”, um jovem retorna à sua cidade natal e relata à namorada as alegrias das antigas peladas num campinho improvisado, que fora destruído pelo prefeito da cidade para uma obra que jamais se concretizou. Num misto de alegria e angústia, o rapaz cultiva as memórias de um tempo que julga melhor e que não voltará mais.

Já no conto “Mataram o Rapaz do Posto”, uma narrativa que se insinua trágica ganha rumos inesperados. Após ouvir um disparo na rua, um senhor sai ao portão para conferir o que se passa e encontra o vizinho Tião, que lhe relata às pressas o crime que acabara de ocorrer. Mas os diálogos desencontrados acabam criando uma situação cômica, resultado da incomunicabilidade entre suas falas.

Luiz Vilela é formado em Filosofia, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Contista, romancista e novelista, Vilela nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 31 de dezembro de 1942. Começou a escrever aos 13 anos e aos 14, publicou pela primeira vez um conto, num dos jornais da cidade, o Correio do Pontal. Aos 21 criou, com outros jovens escritores mineiros, em BH, a revista de contos “Estória” e o jornal literário de vanguarda “Texto”. Em 1967, aos 24 anos, estreou na literatura brasileira com o livro, de contos, “Tremor de Terra”, e com ele ganhou, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, concorrendo com 250 escritores, entre os quais vários já consagrados. Vilela ganhou também, em 1973, com “O Fim de Tudo”, o Prêmio Jabuti de melhor livro de contos, e em 2012, com o romance “Perdição”, o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil. Com o livro de contos “Você Verá”, recebeu, da Academia Brasileira de Letras, o prêmio ABL de Ficção, concedido ao melhor livro de ficção publicado no Brasil, em 2013.

Foi redator e repórter do Jornal da Tarde, de São Paulo. Viveu algum tempo nos Estados Unidos, em Iowa City, Iowa, como convidado do International Writing Program, e depois na Espanha, em Barcelona. De volta ao Brasil, comprou um sítio, onde passou a criar vacas leiteiras. Atualmente, reside em sua cidade natal, dedicando todo o seu tempo à literatura. Adaptado para o teatro, o cinema e a televisão, e traduzido para várias línguas, Luiz Vilela publicou até agora, além de mais de uma dúzia de antologias de seus contos, 15 livros, todos de ficção: os romances “Os Novos”, “O Inferno é Aqui Mesmo”, “Entre Amigos”, “Graça e Perdição”, as novelas “O Choro no Travesseiro”, “Te Amo Sobre Todas as Coisas” e “Bóris e Dóris”, e as coletâneas de contos “Tremor de Terra”, “No Bar”, “Tarde da Noite”, “O Fim de Tudo”, “Lindas Pernas”, “A Cabeça” e “Você Verá”. Seu próximo livro, a sair em 2015, é a novela “O Filho de Machado de Assis”.

Sempre Um Papo

Criado pelo gestor cultural Afonso Borges, há 28 anos, o "Sempre Um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5.000 eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, aos sábados e domingos, na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua sexta edição, distribuído para mais de 6.000 escolas brasileiras, gratuitamente. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários. Com o programa “Ler Convivendo”, em vigor há 8 anos, adota bibliotecas comunitárias em Minas Gerais ao promover 3 atividades: doação de livros, palestras com escritores e capacitação de voluntários. Há dois anos Afonso Borges conduz, na Rádio CBN Belo Horizonte, o boletim “Mondolivro – o blog sonoro da literatura”. 



Serviço

Sempre Um Papo com Luiz Vilela Data: 30 de setembro, terça-feira, às 20h, com entrada gratuita. Local: Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana Informações: (11) 5080-3000 – www.sempreumpapo.com.br ESTACIONAMENTO: - Veículos, motos e bicicletas - Terça a sexta, das 7h às 21h30; Sábado, domingo, feriado, das 9h às 18h30 – Taxas: R$3,00 a primeira hora e R$ 1,00 por hora adicional (matriculados); R$6,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (não-matriculados). Informações sobre outras programações ligue 0800 118220 ou consulte o site: www.sescsp.org.br

Informações para a imprensa: Em São Paulo - Paula Rangel - paula@sempreumpapo.com.br. (11) 98203-4430 Coord. Comunicação - Jozane Faleiro – jozane@sempreumpapo.com.br – (31) 9204.6367 / 3261.1501 Jornalismo – Fred Silva – fred@sempreumpapo.com.br – (31) 3261.1501/ (31) 9347-6586

- http://www.sempreumpapo.com.br/agenda/integra.php?id=1295&idCid=30

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Festival Literário de Araxá homenageia Luiz Vilela

http://www.portalaraxa.com.br/noticia/cultura/2014/09/29/Terceira-edicao-do-Fliaraxa-faz-homenagem-a-Luiz-Vilela.php 


Terceira edição do FLIARAXÁ faz homenagem a Luiz Vilela
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Conheça a trajetória de um dos maiores prosadores brasileiros, romancista e novelista
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criado em 29/09/2014


Foto: reprodução Facebook / Fliaraxá
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     Nesta terceira edição, o Fliaraxá homenageia Luiz Vilela. Um dos maiores prosadores brasileiros, romancista e novelista, Luiz Vilela é especialmente aplaudido por seus contos, nos quais impressionam a diversidade narrativa, a concisão e a vivacidade dos diálogos. Não por acaso, vem tendo sua obra sistematicamente pesquisada na academia.

     Vencedor do Prêmio Nacional de Ficção com seu primeiro livro, Tremor de Terra, de contos, que publicou aos 24 anos, até o romance Perdição, que recebeu em 2012 o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2012, Vilela está traduzido em diversos países, entre os quais a Suécia, a Polônia, a República Checa e vários latino-americanos, o que confirma a universalidade de seus temas e personagens.

    Mineiro de Ituiutaba, andou pelo mundo, mas resolveu voltar às origens: hoje, é da sua cidade natal que continua tocando seus leitores sempre numerosos e fiéis.

domingo, 28 de setembro de 2014

GPLV: Ata da Reunião de 27 de setembro de 2014

Ata da Reunião do GPLV


Ata da Reunião do Grupo de Estudos do GPLV, em 27 de setembro de 2014, na UFMS, Campus de Três Lagoas. O coordenador do GPLV, professor Rauer Ribeiro Rodrigues, abriu a reunião, às 8:30h, agradecendo aos presentes (Maria do Socorro Pereira Soares, Rodrigo Andrade Pereira, Elenice Alves de Araújo Oliveira, Eunice Prudenciano de Souza, Natália Tano Portela, Igor Iuri Dimitri Nakamura e Mateus Antenor Gomes) e informando que Alcione Maria dos Santos, Ângela Nubiato Lopes, Euzenir Silva, Jorge Augusto Balestero, Luciene Lemos de Campos e Pauliane Amaral justificaram a ausência. Após a aprovação da pauta, seguiu-se a avaliação do 2º Seminário de Pesquisa, realizado no dia 30 de agosto de 2014. Rodrigo Andrade Pereira foi o primeiro a falar sobre o ótimo aproveitamento obtido pela discussão de seu ante-projeto de pesquisa durante o Seminário. Em seguida, os demais presentes teceram considerações sobre o evento, todos o considerando muito bom, seja quanto à formação de pesquisadores, seja quanto ao estudo da ficção de Luiz Vilela. Em decorrência da excelente avaliação do 2º Seminário e por tratar-se de algo enriquecedor e aglutinador para o grupo, foi sugerido que nos próximos anos passemos a ter seminários semestrais, sugestão que foi aprovada por unanimidade. Seguiu-se a discussão sobre as pesquisas em desenvolvimento, momento em que Eunice Prudenciano de Souza falou brevemente sobre sua pesquisa de pós-doc  “A metacrítica da fortuna crítica sobre a obra de Luiz Vilela”. Na discussão dos projetos de pesquisa em perspectiva para 2015, Rodrigo Andrade Pereira falou das alterações e dos seus objetivos para o seu Projeto de Doutorado, e, na sequência, Natália Portela falou de seu Ante-projeto de Mestrado, ambos a serem apresentados no processo seletivo para 2015 da UFMS. Foi sugerido que cada integrante do grupo faça uma resenha, a ser publicada no Blog do GPLV, de uma das duas últimas obras lançadas de Luiz Vilela: Você Verá e A feijoada e outros contos. Em seguida, debateu-se a possibilidade de lançamento de um DVD, com o título provisório “Faces da ficção de Luiz Vilela”, em que sejam coligidos os estudos críticos sobre Vilela realizados por integrantes do grupo; a proposta foi aprovada por unanimidade, definindo-se os Profs. Drs. Rauer Ribeiro Rodrigues e Eunice Prudenciano de Souza como organizadores. Foi definida uma nova data, novembro de 2016, para realização do 1º SISCCO (Seminário Internacional sobre o Conto Contemporâneo). Nada mais havendo a tratar, o coordenador do GPLV agradeceu a presença de todos e encerrou a reunião, da qual se lavrou a presente ata, que segue assinada por mim, Eunice Prudenciano de Souza, secretária ad hoc, e pelo líder do GPLV, Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues, anexando-se a ela a Lista de Presença da Reunião.


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Eunice Prudenciano de Souza

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Pesquisas "viajam" e universidade precisa de mudança radical, afirma Luiz Vilela

Revelações »

Em bate-papo na capital, Luiz Vilela abre o jogo sobre seu processo criativo

Escritor foi o grande convidado de evento na Biblioteca Pública Luiz de Bessa

Eduardo Tristão Girão - EM Cultura
http://divirta-se.uai.com.br/app/noticia/arte-e-livros/2014/09/26/noticia_arte_e_livros,159700/em-bate-papo-na-capital-luiz-vilela-abre-o-jogo-sobre-seu-processo-cr.shtml
Publicação:26/09/2014 10:05Atualização:26/09/2014 10:22


Luiz Vilela voltou a viver em Ituiutaba, onde trabalha menos disperso
  Além de bom contista e mestre nos diálogos, o escritor mineiro Luiz Vilela tem fama de recluso, de ser avesso a entrevistas e badalações em geral. Mesmo assim, atraiu público (pequeno) à Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte, para o lançamento de seus livros 'A feijoada e outros contos' (Sesi-SP Editora) e 'Você verá' (Record). Antes da sessão de autógrafos (da qual não escapou), participou de bate-papo, que se mostrou boa oportunidade de ouvi-lo.

Tinha gente de Ituiutaba (onde nasceu) e vários escritores que moram em BH, sendo que de um deles partiu a primeira pergunta. Branca Maria de Paula queria saber como ele teve a ideia de seu próximo livro, cujo título intrigante é 'O filho de Machado de Assis'. 
Mineiramente, Vilela respondeu que “sinceramente, não se lembrava”. E aproveitou para informar que a Record, que publicará a obra, reeditará quase todos os seus livros.

O padrão mineiro para respostas se repete quando um homem sentado na primeira fila pede que o escritor comente o conto 'O buraco', sobre o qual tem grande curiosidade. Foi um tanto desconcertante ouvir a resposta: “Certas coisas não dá para explicar, cada um deve encontrar ali um sentido. Nem para mim mesmo tenho respostas muito claras. Não escrevo de maneira consciente, planejada. O que me interessa é escrever a história e não ficar mais pensando nela. Sinto muito, mas é o que posso dizer”.

Deitado Mas nem só de escapulidas foi feito o bate-papo. Muito pelo contrário. As perguntas sobre seu processo criativo revelaram informações interessantes. A primeira delas impressiona: Vilela escreve tudo à mão, seja um conto, seja um romance de centenas de páginas. Uma vez que termina de escrever, faz questão de ler tudo em voz alta. “É estafante, quase enlouquecedor. Às vezes só percebo erros ao fazer isso”, conta. E revela fazer isso alternando meticulosamente três posições: em pé, sentado e deitado.

O homem que perguntou sobre 'O buraco' pede novamente o microfone e, desta vez, quer saber da relação do autor com a crítica literária. Vilela esclarece que, positiva ou negativa, ela não lhe tira o sono. O autor aproveita para emendar um desabafo sobre as análises feitas em universidades sobre sua obra. Para ele, há muita teoria e pouca análise. “Salvo honrosas exceções, são feitas interpretações malucas, ‘viajam’ no texto. É preciso mudança radical nas universidades”, diz.

Depois de morar em São Paulo, nos Estados Unidos e na Espanha, o escritor resolveu voltar para sua cidade natal, fato que despertou a curiosidade da plateia. Vilela já esperava por isso, mas não deixou de responder com bom humor: “Costumo dizer que voltei porque gosto de pescar. Além disso, meus pais ainda moravam em Ituiutaba e lá eu encontrei muito tempo para escrever, com menos dispersão. O trabalho rende mais. Fico mais no meu canto, eu que já sou meio bicho do mato mesmo”.

"Luiz leu meus primeiros contos e me incentivou. Disse que eram publicáveis. Logo depois, fui premiada" - Alciene Ribeiro Leite, 75, escritora 
"Sou discípulo do Luiz. A literatura dele faz parte da minha formação. Sempre me inspirei nos contos dele" - Sérgio Fantini, 53, escritor
Também disponível AQUI.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

III FLIARAXÁ divulga programação

http://jornalaraxa.com.br/noticia/pagina/id/884

:: Excelência Cultural :: III FLIARAXÁ aposta na Literatura por um mundo melhor. Programe-se
Em sua terceira edição, o Festival Literário de Araxá traz um tema que é também uma urgente palavra de ordem: “Leitura Por Um Mundo Melhor”
III Fliaraxá tem o apoio do Ministério da Cultura e do Circuito CBMM de Cultura
Unidos pela certeza de que a literatura pode, sim, mudar a vida das pessoas e das coletividades, escritores de reconhecida importância estarão na cidade mineira de 9 a 12 de outubro –quinta-feira a domingo – para desenvolver uma pauta que, rica e diversificada, vai propor também diálogos com o teatro, a música e a fotografia.

O III Fliaraxá, que tem o apoio do Ministério da Cultura e do Circuito CBMM de Cultura, vai concentrar suas intensas atividades na Fundação Calmon Barreto. O autor homenageado, este ano, será o mineiro Luiz Vilela, um dos maiores contistas e romancistas do país. Os escritores Humberto Werneck e Leo Cunha compartilham a curadoria com Afonso Borges, idealizador Fliaraxá e do Sempre um Papo, projeto de incentivo à leitura criado há 28 anos.

Nesta edição, o Fliaraxá traz como patrono do Festival, o também mineiro Wander Piroli (1931-2006), um dos principais contistas brasileiros da segunda metade do século XX. Jornalista, autor de livros para adultos e crianças, Piroli marcou época com seus textos ácidos, realistas e cortantes, mas ainda assim dotados de lirismo, tendo sido apelidado de “João Antônio mineiro” – com quem tinha grande amizade. A obra completa de Piroli, também com livros inéditos, será relançada e estará disponível na livraria do Festival.

A abertura, que ocorrerá no dia 9 de outubro, quinta-feira, às 10h30, contará com a presença do romancista Luiz Ruffato que, junto a Afonso Borges, falará sobre o tema “Leitura Para Um Mundo Melhor”.

A programação do III Fliaraxá inclui palestras e oficinas a cargo de escritores, jornalistas, artistas e pensadores como Affonso Romano de Sant’Anna, Alexandre Borges, Clóvis de Barros Filho, Chico dos Bonecos, Daniel Mordizinski, Eliane Brum, Elisa Freixo, Eduardo Moscovis, Eric Nepomuceno, Evandro Affonso Ferreira, Fábio Cesnik, Fabrício Carpinejar, Fernanda Vianna, Gustavo Penna, Humberto Werneck, Jacques Fux, José Luiz Goldfarb, Kledir Ramil, Laura Conrado, Leila Ferreira, Luiz Ruffato, Luiz Vilela, Marcelino Freire, Marcia Tiburi, Martha Gabriel, Martha Medeiros, Mary Del Priore, Mauro Ventura, Najla Assy, Paula Pimenta, Raphael Montes, Rodrigo de Faria e Silva, Rodrigo Libânio Christo, Rubia Mesquita, Santiago Nazarian, Tino Freitas, Victor Andresco e Zuenir Ventura.

Novidades do Fliaraxá

Homenagem aos 70 anos do Grande Hotel – Exposição Internacional

Entre outras atrações, o III Fliaraxá vai oferecer, em parceria com o Hay Festival, um dos mais conceituados festivais literários internacionais, uma exposição do renomado fotógrafo Daniel Mordzinski, com a inédita exposição “Quartos de escrita – Retratos de Escritores em Hotéis”. 

A mostra enfoca 70 grandes autores da literatura mundial clicados em hotéis, pelo mundo afora. Trata-se de uma homenagem do Fliaraxá pelos 70 anos do Grande Hotel. O público do Fliaraxá poderá ver 70 retratos de escritores da importância de Jorge Luis Borges, José Saramago, Ernesto Sabato, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Eric Hobsbawm, Nadine Gordimer e Umberto Eco, captados em momentos de intimidade e reflexão, mas também de leveza e bom humor. O artista, que fotografa escritores há 35 anos, tem como projeto de vida compor um verdadeiro “atlas humano da literatura ibero-americana”. Daniel nasceu em Buenos Aires e radicou-se em Paris, há quase quatro décadas, tendo trabalhado nos jornais Le Monde, El País da Espanha e outros importantes veículos da imprensa européia.

A exposição “Quartos de escrita – Retratos de Escritores em Hotéis” será inaugurada no dia 09 de outubro, às 21h30, com a presença do fotógrafo, e fica aberta para visitação até 30 de outubro, de 9h às 18h, com entrada gratuita, no Grande Hotel Tauá, Sala São João Del Rey.

Homenagem aos 70 anos do Grande Hotel – Laboratório de Contos

O III Festival Literário de Araxá apresenta outra novidade: Laboratório de Escrita Criativa, idealizado e produzido pelos escritores Marcia Tiburi e Evandro Affonso Ferreira. O projeto existe há alguns anos, em São Paulo, sempre muito concorrido e com vagas esgotadas. A proposta é trabalhar o conto como forma literária. 

Para marcar os 70 anos do Grande Hotel de Araxá, inaugurado em 1944, os participantes do Laboratório serão estimulados a escrever contos ambientados em hotéis. Sob comando e orientação de Marcia e Evandro, 25 aspirantes a escritores, já pré-selecionados por meio de análise de currículo e aptidão, vão cumprir nove horas-aulas. 

Os melhores contos serão, posteriormente, publicados em livro. Dos 25 oficineiros, cinco foram convidados pelo Fliaraxá, com todas as despesas de alimentação e hospedagem pagas pelo Festival. Os nomes dos selecionados estão disponíveis no site www.fliaraxa.com.br e no facebook/fliaraxa.

A literatura no teatro – espetáculos com Alexandre Borges e Eduardo Moscovis

É recorrente a literatura inspirar as produções teatrais. Nesta edição, o Fliaraxá inova trazendo dois elogiados espetáculos para integrar a programação. “O Livro”, com o ator Eduardo Moscovis, narra a história de um homem que recebe um livro de presente de seu pai, mas com a notícia de que ficará cego ao final da leitura. 

O texto é de Newton Moreno e a direção de Christiane Jatahy. A apresentação de “O Livro” ocorrerá às 22h, no Teatro Municipal de Araxá (Av. Antonio Carlos, s/n), com entrada gratuita. E o espetáculo \"Poema Bar\", com Alexandre Borges que, acompanhado do pianista português João Vasco, recita e canta Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa. A montagem propõe uma nova ótica sobre a obra de dois poetas que, apesar de retratarem épocas diferentes, traduzem em versos a ampla cultura de seus países. 

O humor ácido e as paixões de Vinicius se unem ao romantismo de Pessoa em um show para ser visto, ouvido e, sobretudo, sentido. “Poema Bar”, será apresentado no auditório 1 – Luiz Vilela, na sede do Fliaraxá, na Fundação Calmon Barreto, no dia 11 de outubro, sábado, às 21h30.

Para as crianças, “Mania de Explicação”, baseado no premiado livro homônimo de Adriana Falcão, a peça fala de uma garotinha que busca explicações para várias palavras que são apresentadas de uma forma poética e lúdica, encantando pessoas de todas as idades. Como não poderia deixar de ser, a peça será apresentada no Dia das Crianças, 12 de outubro, às 10h, na sede do Fliaraxá, na Fundação Calmon Barreto.

Programação Infantil

- Mascote Tamanduel Não é só. O III Fliaraxá vai incluir também uma extensa programação infantil, animada por Rúbia Mesquita, Chico dos Bonecos, Tino Freitas e Rodrigo Libânio Christo, entre outros ases desse segmento. 

As atividades, na verdade, tiveram início bem antes da abertura do III Fliaraxá: em 11 de setembro, os escritores Leo Cunha e Tino Freitas fizeram palestra-espetáculo para apresentar às crianças de Araxá o mascote do Fliaraxá, o Tamanduel, em uma alusão ao Tamanduá Bandeira, animal em risco de extinção. O bichano, que tem uma língua grande e fome de letras, ganhou música própria e uma bela fantasia. A criançada poderá revê-lo durante todo o Festival.

O Fliaraxá tem, ainda, um Concurso Infanto-Juvenil de Redação, voltado para estudantes do ensino médio das escolas públicas e privadas de Araxá. A primeira edição, no ano passado, inspirou uma crônica de Humberto Werneck no jornal O Estado de S. Paulo, que viria mais tarde dar título ao livro “Sonhos Rebobinados”, a ser lançado durante o Festival. Este ano, o prêmio será entregue pelo escritor homenageado, Luiz Vilela.

III Fliaraxá estreou nova programação gráfica, na qual o Sol é mostrado em várias posições, o que remete ao significado da palavra Araxá: lugar onde o sol nasce primeiro, em tupi-guarani. 

O Festival se reflete também nas redes sociais, como se pode conferir no Facebook e no Twitter.

Todo o Festival será gravado em vídeo e transmitido de forma simultânea, online, pela internet. Cinco debates serão selecionados e transformados em programa de televisão, a ser transmitido para todo o país, pela TV Câmara.

As duas edições anteriores do Fliaraxá, que homenagearam Ziraldo e Adélia Prado, reuniram, cada uma, cerca de 15 mil pessoas. Mais de 20 mil livros vendidos, boa parte deles a baixo custo. Até os números consagram o Fliaraxá como uma das mais significativas ações de incentivo à leitura no Brasil.

A programação completa do Festival está no site: www.fliaraxa.com.br e notícias são compartilhadas diariamente nas redes sociais facebook, twitter e instagram. 

Serviço:

- III Festival Literário de Araxá – Fliaraxá
- Data: 09 a 12 de outubro, quinta-feira a domingo.
- Local: Fundação Cultural Calmon Barreto – Praça Arthur Bernardes, 10 – Centro – Araxá
- Informações: Central Fliaraxá [34] 3691.7133 – http://www.fliaraxá.com.br/ – info@fliaraxa.com.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sempre um Papo, com Luiz Vilela, é hoje, em Belo Horizonte



O prosador Luiz Vilela é o próximo convidado do Sempre um Papo para o debate e o lançamento dos livros de contos A feijoada e outros contos (Sesi-SP Editora) e Você verá (Record). O encontro acontece hoje (24), às 19h30, na Biblioteca Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários, Belo Horizonte/MG), com entrada franca. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, aos sábados e domingos, na TV Câmara. No site www.sempreumpapo.com.br estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários.

Para mais informações, clique aqui.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Você Verá" é finalista do Prêmio Jabuti 2014

       A Câmara Brasileira do Livro divulgou hoje os finalistas de todas as categorias do Prêmio Jabuti 2014. Você Verá, coletânea de Luiz Vilela lançada em novembro de 2013 pela Editora Record, está entre os dez indicados. Eis a lista: 

Contos e Crônicas
Título: Amálgama – Autor: Rubem Fonseca – Editora: Nova Fronteira
Título: Bem aqui, em lugar nenhum – Autor: Moema Franca – Editora: 7Letras
Título: Consternação – Autor: Jádson Barros Neves – Editora: Jadson Barros Neves
Título: Entre moscas – Autor: Everardo Norões – Editora: Confraria do Vento
Título: Noveleletas – Autor: João Vereza – Editora: Editora Record
Título: Nu, de botas – Autor: Antonio Prata – Editora: Companhia Das Letras
Título: Um operário em férias – Autor: Cristovão Tezza – Editora: Editora Record
Título: Um solitário à espreita – Autor: Milton Hatoum – Editora: Companhia Das Letras
Título: Uns contos – Autor: Ettore Bottini – Editora: Cosac & Naify Edições
Título: Você verá – Autor: Luiz Vilela – Editora: Editora Record

           Veja a divulgação oficial aqui.

         O Jabuti é o único prêmio no Brasil que reconhece as diversas etapas da produção de um livro, e também é o único que premia os mais diversos gêneros. A professora Marisa Lajolo é a curadora do Prêmio em 2014. Foram inscritos para este ano mais de 2.200 livros, entre aqueles publicados no ano passado.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sempre um Papo: Vilela faz lançamento nesta 4a., em BH



Luiz Vilela


Luiz Vilela, um dos mais importantes prosadores brasileiros, é o convidado do Sempre um Papo para o debate e o lançamento dos livros A Feijoada e Outros Contos (Sesi-SP ​Editora) e Você Verá (Record). O evento ocorre na quarta-feira (24/9), às 19h30, na Biblioteca Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, com entrada gratuita. 

Tendo como pano de fundo a condição humana, e escritos num estilo direto e pleno de diálogos, os 13 contos reunidos na obra A Feijoada e Outros Contos dão ao leitor uma compreensão melhor da fragilidade do indivíduo, da dificuldade das relações sociais, dos desafios do mundo e do sentido da vida.  

Já o livro Você Verá traz 11 contos, escritos por Luiz Vilela nos últimos dez anos. Na obra, o leitor encontrará nas linhas simples, a melancolia dos momentos fugazes. Com o estilo enxuto, o autor aborda, nos onze contos que compõem o livro, a dificuldade de comunicação da humanidade e acentua a ideia de que vivemos em um mundo cada vez mais reflexivo. 

Luiz Vilela é formado em Filosofia, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Contista, romancista e novelista, Vilela nasceu em Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, em 31 de dezembro de 1942. Começou a escrever aos 13 anos e aos​ 14, publicou pela primeira vez um conto, num dos jornais da cidade, o Correio do Pontal. Aos 21 criou, com outros jovens escritores mineiros, em B​H, ​a revista de contos “Estória” e o jornal literário de vanguarda “Texto”.

Em 1967, aos 24 anos, estreou na literatura brasileira com o livro, de contos Tremor de Terra, e com ele ganhou, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, concorrendo com 250 escritores, entre os quais vários já consagrados.

 Vilela ganhou também, em 1973, com O Fim de Tudo, o Prêmio Jabuti de melhor livro de contos, e em 2012, com o romance Perdição, o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil. ​Com o livro de contos Você Verá, recebeu, da Academia Brasileira de Letras, o prêmio ABL de Ficção, concedido ao melhor livro de ficção publicado no Brasil, em 2013.  

Foi redator e repórter do "Jornal da Tarde", de São Paulo. Viveu algum tempo nos Estados Unidos, em Iowa City, Iowa, como convidado do International Writing Program, e depois na Espanha, em Barcelona. De volta ao Brasil, comprou um sítio, onde passou a criar vacas leiteiras. Atualmente, reside em sua cidade natal, dedicando todo o seu tempo à literatura, sendo seus textos  adaptados para o teatro, o cinema e a televisão, e traduzidos para várias línguas.

Veja o convite do evento aqui.



sábado, 20 de setembro de 2014

José Carlos Zamboni: A literatura já era

Jornal UNESP :::
Agosto/2009 – Ano XXII – nº 247   ::   Suplemento[Voltar]
:: Produção literária em tempos difíceis ::
A literatura 'já era'? 
José Carlos Zamboni
Nos EUA o livro "literário" está em queda, enquanto no Brasil o número de leitores cresceu
Se nunca foi fácil viver de literatura, as dificuldades aumentaram a partir dos últimos cinquenta anos. Época de mudanças radicais, não somente cessou o que a antiga musa cantava; ela mesma foi substituída por outras, arrastando o público literário para outras praias, sedutoramente audiovisuais. Não deu outra. Os cursos
de Letras viraram cursos de letras... de música; os grandes poetas vivos são astros da MPB; e os romancistas já estão de malas prontas para a sétima arte, que logo será a primeira do ranking, posição que já ocupa nos países ricos.
Um velho jornalista brasileiro, Prudente de Moraes, escreveu em 1968 que, na bagagem liberada para esse “mundo novo”, não estariam o romance e a poesia, instrumentos obsoletos e desnecessários na futura ordem, já que o filme e a canção popular funcionariam infinitamente melhor como veículos da nova mentalidade (O Estado de S. Paulo, “Problemas de amanhã”, 1971, p. 9), ficando aqueles gêneros de museu restritos a uma minoria.
Nosso futurólogo parece perto de acertar, sobretudo quanto aos EUA. Quarenta anos depois, ou seja, há poucos meses, o famoso romancista americano Philip Roth, que sempre ganhou dinheiro com literatura séria, desabafou em recente entrevista: as telas, finalmente, venceram a batalha contra as páginas. Não há mais “a concentração, a solidão, a imaginação que o hábito da leitura exige... Perdemos a guerra. Dentro de vinte anos, a leitura será algo restrito a uma seita. Ler será hobby de uma minoria. Alguns criarão cachorros ou peixes tropicais, e outros lerão” (Folha de S. Paulo, “Mais”, 8/7/2008).
O escritor brasileiro Luiz Vilela, também estreando na década de 1960, teve destino diferente e chegou a outras conclusões. “Se algum dia descobrir que ela não tem mais sentido, eu paro. Por enquanto não descobri”, disse no começo da carreira (Estado de Minas, 29/6/67). Vitorioso em importante concurso literário, de início enfrentou a má vontade dos editores, que ainda o tratavam como estreante. Não poupou também os leitores (alienados), os críticos (anacrônicos) e os próprios escritores, cuja passividade escurecia ainda mais o quadro. [...]
Só em 1986, com quase vinte anos de estrada e nove livros na bagagem, além de antologias, publicações de contos em revistas, palestras em universidades e encontros literários, confessou que já poderia viver dos livros. (“Folhetim”, Folha de S.
Paulo, 20/3/1986). [...]
Na virada do século, com mais alguns títulos no currículo, Vilela via o conto “numa fase ótima, uma fase que faz lembrar a de 70, quando o conto dominou no cenário da literatura brasileira”. Terminou essa mesma entrevista com verdadeiro hino à literatura e ao escritor, à espera de algum Francisco Braga. Em 2004, reafirmou a mesma crença: ao contrário de “tantos vaticínios de que o livro vai morrer, de que a literatura acabou, você vê cadavez mais gente lançando livro”. [...]
Nos EUA, o livro “literário” estava e está em queda; daí a atitude de Roth. No Brasil, ao contrário, durante as últimas décadas – com inchaço demográfico e ensino de massa –, o número de leitores cresceu. O professor FHC jogou pesado em coedições, sempre com grandes tiragens. Eram obras didáticas e paradidáticas, destinadas a bibliotecas escolares, sem contar os livros indicados para vestibular e a literatura infanto-juvenil, também com público certo – para alegria dos escritores e maior, incomparavelmente maior, dos editores.
Se o estilo limpo de Vilela, próximo do coloquial, contribuiu para a reedição de algumas de suas obras em coleções para adolescentes, como já tinha sido responsável por sua boa presença em livros didáticos (que não rendem, mas divulgam o autor), o sucesso, no fundo, se devia à persistência profissional do escritor mineiro que, nas décadas de 1960 e 1970, fazia ouvidos de mercador quando ouvia aqueles sinos da agonia. É um estudo que está por ser feito: sobre a sobrevida da literatura brasileira em consequência do desenvolvimento horizontal da educação.
José Carlos Zamboni é docente da Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Assis, onde leciona Teoria Literária.
A íntegra deste artigo está no “Debate acadêmico” do Portal Unesp, no endereçohttp://www.unesp.br/aci/debate/literatura_ja_era.php

http://www.unesp.br/aci/jornal/247/suplec.php  

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

LÍDER DO GPLV FALA SOBRE OBRA DE LUIZ VILELA EM ARACAJU

            No último dia 13 de setembro, o líder do GPLV, Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues, esteve em Aracaju, na Faculdade São Luís de França, no 6° ENCONTRO DO II Ciclo Literatura Comentada, ministrando a Palestra "Drama, comédia e tragédia em 'Tarde da noite', conto de Luiz Vilela". 
 
A atividade teve início com a exibição de entrevista concedida por Luiz Vilela a Bia Maria do Lago, noprograma "Umas Palavras" (veja a entrevista aqui). Após a palestra, foi exibido “Bóris & Doris - o filme", adaptado por acadêmicos da UFMS a partir da novela de Luiz Vilela. Para assistir ao filme, clique aqui; para informações sobre a adaptação, acesse aqui. Fechando a noite, houve caloroso debate sobre a obra de Vilela e a literatura universal.
O II Ciclo de Literatura Comentada acontece ao longo de 2014, realizado pelo Curso de Letras das FSLF e pelo Centro Acadêmico de Letras Vinícius de Moraes, com curadoria da acadêmica Ellen de Oliveira.
                 Abaixo, alguns flagrantes da palestra e do evento.                                
Rauer, durante sua palestra
Ellen Oliveira, Rauer, profa. Vilma Quintela e Ari Leal, ao fim do debate
Ari Leal, Suely Sobral Santos, Vilma Quintela, Rauer e Ellen: café
no Museu do Homem Sergipano, após a palestra
Pátio interior da Faculdade São Luís de França

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Vilela lança livros no Sempre um Papo

Sempre Um Papo com Luiz Vilela

11/09/2014 às 14h15 - http://www.bheventos.com.br/noticia/09-11-2014-sempre-um-papo-com-luiz-vilela#.VCW9wWddWIU
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Luiz Vilela, um dos mais importantes prosadores brasileiros, é o convidado do Sempre um Papo para o debate e o lançamento dos livros “A Feijoada e Outros Contos” (Sesi-SP ?Editora) e “Você Verá” (Record). O evento ocorre no dia 24 de setembro, quarta-feira, às 19h30, na Biblioteca Luiz de Bessa, com entrada gratuita.

“Feijoada e Outros Contos” - Tendo como pano de fundo a condição humana, e escritos num estilo direto e pleno de diálogos, os 13 contos reunidos na obra dão ao leitor uma compreensão melhor da fragilidade do indivíduo, da dificuldade das relações sociais, dos desafios do mundo e do sentido da vida.

 “Você Verá” traz 11 contos, escritos por Luiz Vilela nos últimos dez anos. Na obra, o leitor encontrará nas linhas simples, a melancolia dos momentos fugazes. Com o estilo enxuto, o autor aborda, nos onze contos que compõem o livro, a dificuldade de comunicação da humanidade e acentua a ideia de que vivemos em um mundo cada vez mais reflexivo.

No conto “Era Aqui”, um jovem retorna à sua cidade natal e relata à namorada as alegrias das antigas peladas num campinho improvisado, que fora destruído pelo prefeito da cidade para uma obra que jamais se concretizou. Num misto de alegria e angústia, o rapaz cultiva as memórias de um tempo que julga melhor e que não voltará mais.

Já no conto “Mataram o Rapaz do Posto”, uma narrativa que se insinua trágica ganha rumos inesperados. Após ouvir um disparo na rua, um senhor sai ao portão para conferir o que se passa e encontra o vizinho Tião, que lhe relata às pressas o crime que acabara de ocorrer. Mas os diálogos desencontrados acabam criando uma situação cômica, resultado da incomunicabilidade entre suas falas.

Luiz Vilela é formado em Filosofia, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Contista, romancista e novelista, Vilela nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais, em 31 de dezembro de 1942. Começou a escrever aos 13 anos e aos? 14, publicou pela primeira vez um conto, num dos jornais da cidade, o Correio do Pontal. Aos 21 criou, com outros jovens escritores mineiros, em B?H, ?a revista de contos “Estória” e o jornal literário de vanguarda “Texto”. Em 1967, aos 24 anos, estreou na literatura brasileira com o livro, de contos, “Tremor de Terra”, e com ele ganhou, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, concorrendo com 250 escritores, entre os quais vários já consagrados. Vilela ganhou também, em 1973, com “O Fim de Tudo”, o Prêmio Jabuti de melhor livro de contos, e em 2012, com o romance “Perdição”, o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil. ?Com o livro de contos “Você Verá”, recebeu, da Academia Brasileira de Letras, o prêmio ABL de Ficção, concedido ao melhor livro de ficção publicado no Brasil, em 2013. 

Foi redator e repórter do Jornal da Tarde, de São Paulo. Viveu algum tempo nos Estados Unidos, em Iowa City, Iowa, como convidado do International Writing Program, e depois na Espanha, em Barcelona. De volta ao Brasil, comprou um sítio, onde passou a criar vacas leiteiras. Atualmente, reside em sua cidade natal, dedicando todo o seu tempo à literatura. Adaptado para o teatro, o cinema e a televisão, e traduzido para várias línguas, Luiz Vilela publicou até agora, além de mais de uma dúzia de antologias de seus contos, 15 livros, todos de ficção: os romances “Os Novos”, “O Inferno é Aqui Mesmo”, “Entre Amigos”, “Graça e Perdição”, as novelas “O Choro no Travesseiro”, “Te Amo Sobre Todas as Coisas” e “Bóris e Dóris”, e as coletâneas de contos “Tremor de Terra”, “No Bar”, “Tarde da Noite”, “O Fim de Tudo”, “Lindas Pernas”, “A Cabeça” e “Você Verá”. Seu próximo livro, a sair em 2015, é a novela “O Filho de Machado de Assis”.

Sempre Um Papo
Criado pelo gestor cultural Afonso Borges, há 28 anos, o "Sempre Um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5.000 eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, aos sábados e domingos, na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua sexta edição, distribuído para mais de 6.000 escolas brasileiras, gratuitamente. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários. Com o programa “Ler Convivendo”, em vigor há 8 anos, adota bibliotecas comunitárias em Minas Gerais ao promover 3 atividades: doação de livros, palestras com escritores e capacitação de voluntários. Há dois anos Afonso Borges conduz, na Rádio CBN Belo Horizonte, o boletim “Mondolivro – o blog sonoro da literatura”.

Para mais informações sobre o evento clique aqui 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

REUNIÃO DO GPLV - CONVOCATÓRIA

CONVOCAÇÃO

Convoco os membros do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela para reunião do GPLV no sábado, dia 27 de setembro, com início às 8h, em primeira chamada, e às 8h30, em 
segunda chamada. 

Pauta:

1. Aprovação da pauta.
2. Avaliação do 2º Seminário de Pesquisa.
3. Discussão sobre as Pesquisas em desenvolvimento.
4. Discussão dos Projetos de Pesquisa em perspectiva para 2015.
5. Expediente.
6. Informes gerais.

Prof. Rauer Ribeiro Rodrigues.
Coordenador do GPLV.

Doutor em Estudos Literários pela UNESP de Araraquara, com pós-doutorado na UERJ; 
P
rofessor de Literatura Brasileira na UFMS, no Câmpus do Pantanal, em Corumbá,  atua no 
PPG-Letras 
Mestrado e
 Doutorado 
da UFMS de Três Lagoas; 
líder do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela – GPLV.
 
Grupo de Pesquisa Luiz Vilela: http://gpluizvilela.blogspot.com/
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domingo, 14 de setembro de 2014

Estudos sobre Luiz Vilela no Encontro de Pesquisa do Centro-Oeste


Estudos sobre Luiz Vilela marcam presença no II Encontro de Grupos de Pesquisa em Letras e Linguística do Centro-Oeste, que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de setembro de 2014, no Câmpus I da UFMS de Três Lagoas. O evento integra ações regionais, tais como as da Rede CO3(Rede Centro-Oeste de Pesquisa e Ensino em Arte, Cultura e Tecnologias Contemporâneas), e tem como base o reconhecimento da necessidade de colaboração interinstitucional entre PPGs do Centro-Oeste, tendo em vista a existência de assimetrias regionais na produção e circulação de conhecimentos em Letras e Linguística, quando consideradas as áreas de concentração, linhas e grupos de pesquisa dos PPGs envolvidos.

No dia 17, Lucas Fernando Gonçalves apresenta a comunicação O CONFLITO EXISTENCIAL NA OBRA GRAÇA: VERGONHA E RECONHECIMENTO DO OUTRO. No dia 18, Ângela Nubiato Lopes faz comunicação sobre DOIS CONTOS DE LUIZ VILELA NO ENSINO FUNDAMENTAL: LEITURA E INTERPRETAÇÃO, Luciene Lemos de Campos e Rauer Ribeiro Rodrigues apresentam A ANDORINHA E O TUIM: LEITURA COMPARADA DE UM CONTO DE LUIZ VILELA DIANTE DE UMA CRÔNICA DE RUBEM BRAGA e Pauliane Amaral fala sobre DIALOGISMO E EVASÃO EM CONTOS DE LUIZ VILELA. Em mesa redonda da mesma tarde do dia 18, os Profs. Drs. Rauer Ribeiro Rodrigues e Eunice Prudenciano de Souza falam sobre o GPLV.

Seguem, abaixo, os resumos, ensalamento e horários das comunicações e da mesa redonda:

COMUNICAÇÃO XV – FICÇÃO CONTEMPORÂNEA I
17/09 – Horário: 18h30 – 20h
Local – Sala do 3º ano de Letras

O CONFLITO EXISTENCIAL NA OBRA GRAÇA:
VERGONHA E RECONHECIMENTO DO OUTRO
Lucas Fernando Gonçalves (Mestre/UFMS)

RESUMO: Este trabalho tem como corpus o romance Graça, de Luiz Vilela, à luz do conceito de vergonha que decorre de Sartre em sua filosofia existencialista. O método é bibliográfico, com fundamentação teórica sustentada em diálogo com a fortuna crítica do escritor Vilela. Nosso objetivo é demonstrar as características filosóficas contidas na literatura de Vilela. Sendo que no romance se evidencia o problema do olhar sartreano como forma de ruptura do pensar solipsista de Descartes, como no caso da empregada surda-muda que Graça faz ser demitida por Epifânio. Graça inicia num dado momento uma conversa com Epifânio, dizendo que ela está sem ocupação durante o dia e que se sente entediada com isso. Ela então sugere ser ajudante da casa do seu amante enquanto ele trabalha no cartório. Mas Epifânio lembra a ela de que não precisa de sua ajuda nos afazeres domésticos, pois sua empregada Bastiana já realiza tal trabalho. Graça insiste na ideia e afirma a importância de demitir a empregada Bastiana, pois, em sua opinião, ela e Epifânio ficariam mais à vontade nas relações sexuais e em seus diálogos. O protagonista-narrador alerta de que não precisam se livrar de Bastiana para serem mais livres em sua intimidade de casal, tendo em vista que a empregada é surda-muda. O real drama da Graça para com a presença de Bastiana é devido ao clima de vergonha que sente próximo dela. Concluímos que a obra contém características concernentes aos conceitos filosóficos do pensamento existencialista de Sartre, forjando uma cosmovisão que alia a liberdade individualista ao drama do conflito da vergonha do olhar alheio. Deste modo, a relevância do estudo se dá pela abertura de pensamento que a literatura de Vilela é capaz de nos proporcionar.


COMUNICAÇÃO XX – FICÇÃO CONTEMPORÂNEA II
18/09 – Horário : 13h30 – 15h
Local – Sala do 1º ano de Letras
DOIS CONTOS DE LUIZ VILELA NO ENSINO 
FUNDAMENTAL: LEITURA E INTERPRETAÇÃO
Ângela Nubiato Lopes (PG-UFMS)

RESUMO: Interpretar um texto é um passo importante quando um aluno entra em contato com a literatura, já que esta não exige somente a leitura do que está explícito no texto, mas necessita também a apreensão do que está nas "entrelinhas" ou da informação não visual. Os parâmetros curriculares nacionais prevêem a interpretação como fonte de uma boa leitura. Um dos gêneros literários, o conto, tem-se mostrado uma ferramenta importante para que os alunos tenham contato com mundo literário. Nesse contexto, destaca-se Luiz Vilela, um autor que por meio de seus contos organizados com linguagem simples, explicita muitos sentimentos e situações partilhados por crianças e adolescentes aproximando-se do contexto dessas vivências. Um autor que para ser lido necessita uma aguçada capacidade interpretativa para que seus textos possam ser absorvidos integralmente. O objetivo desse trabalho é introduzir dois contos de Luiz Vilela no Ensino Fundamental utilizando uma proposta de aplicação do método científico do livro Formação do Leitor: alternativas metodológicas (1993), de Glória Bordini e Vera Teixeira de Aguiar, adaptando o método ao contexto da escola e dos alunos participantes da pesquisa.


A ANDORINHA E O TUIM: LEITURA COMPARADA DE UM CONTO DE LUIZ
 VILELA DIANTE DE UMA CRÔNICA DE RUBEM BRAGA
Luciene Lemos de Campos (SED-MS)/Rauer Ribeiro Rodrigues (UFMS)

RESUMO: O contista Luiz Vilela, certa ocasião, afirmou ter em Rubem Braga um dos autores cuja obra lhe serviu de parâmetro para definir sua linguagem narrativa. Mais que elementos de construção da linguagem, a nosso ver, algumas narrativas de Vilela empreendem diálogo intertextual com determinadas crônicas de Braga. Neste estudo, em procedimento comparativo, lemos o conto "Andorinha", de Luiz Vilela, e a crônica "História triste de um tuim", de Rubem Braga, e verificamos similaridades entre as duas narrativas, assim como a especificidade que constitui a cosmovisão de cada um. Desse modo, pretendemos evidenciar que Rubem Braga e Luiz Vilela escolhem, no âmbito da literatura brasileira, uma mesma família literária como locus criativo. Para tanto, além das narrativas mencionadas, valemo-nos também de menções a outros contos de Luiz Vilela e a outras crônicas de Rubem Braga.


COMUNICAÇÃO XXI – FICÇÃO CONTEMPORÂNEA III
18/09 – Horário: 13h30 – 15h
 Local – Sala do 2º ano de Letras

DIALOGISMO E EVASÃO EM CONTOS DE LUIZ VILELA
Pauliane Amaral (PG-UFMS/CPT)
          
RESUMO: Esse trabalho mostra as diferentes abordagens que o tema da evasão, topos romântico, que reflete ideais utópicos e desejo de escapismo, recebe nos contos de "Vazio", de Tremor de Terra (1967), "As neves de outrora", de O fim de tudo (1973) e "Era aqui", de Você verá (2013). Nossa análise, seguindo a proposta de Ricardo Piglia, se desenvolve a partir do apontamento da primeira e da segunda história, indicando que em Luiz Vilela o caráter duplo dos contos que tratam do desejo de evasão se estrutura em oposições dialógicas de ordem espacial, temporal e entre as personagens dessas narrativas. 


Mesa redonda: Estudos Ficcionais 
 18/09  – Horário: 19h  – 20:30h
Local   Anfiteatro Campus I

GPLV - BREVE HISTÓRICO
                                                                                  Rauer Ribeiro Rodrigues (UFMS)

GPLV – Um percurso de fomento à pesquisa
Eunice Prudenciano de Souza (UFMS)

Resumo: O GPLV – Grupo de Pesquisa Luiz Vilela – é vinculado à UFMS, Campus de Três Lagoas, e existe desde 2011, reunindo pesquisadores e estudiosos da obra do escritor mineiro, dentre eles, autores de dissertações, teses e artigos sobre o ficcionista. Com o intuito de estabelecer contato com os interessados em debater e divulgar a obra de Luiz Vilela, foi criado um blog, gpluizvilela.blogspot.com. No momento, o Blog conta com 56780 visualizações. Lá podem ser encontradas informações como biografia e entrevistas de Luiz Vilela, Fortuna Crítica sobre o escritor, agenda das reuniões do GPLV, entre outras. O 2º Seminário de Pesquisa do GPLV, realizado no dia 30 de agosto de 2014, demonstra que o grupo vem conseguindo construir uma trajetória sólida de fomento à pesquisa.