sábado, 19 de maio de 2018

CONVOCAÇÃO



Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, e convidados os demais interessados, para reunião do GPLV, no dia 25 de maio, sexta-feira, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 16:30h às 18:30h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta:

1.     Informes;
2.   Replanejamento do 10º Seminário do GPLV.
3.   Expediente.


Três Lagoas, 19 de maio de 2018.
Rauer Ribeiro Rodrigues/Líder do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-Líder do GPLV

terça-feira, 24 de abril de 2018

Tese estuda o caráter autobiográfico da ficção de Luiz Vilela

           Faltava um estudo alentado sobre o caráter autobiográfico da ficção de Luiz Vilela, aspecto entre os mais evocados pela fortuna crítica do escritor. Não falta mais. A partir da concepção de que há, nos romances do escritor mineiro uma "linha direta homem-autor-narrador", Pauliane Amaral defendeu, no dia 4 de abril, a tese O romance autobiográfico de Luiz Vilela.

             Eis o resumo que consta na tese:
O objetivo principal deste trabalho é o estudo dos aspectos autobiográficos da obra de Luiz Vilela tendo por objeto os cinco romances publicados pelo autor até o momento, nos quais localizamos possíveis alter-egos que se identificam quanto a sua visão de mundo e apresentam trajetória que encontra correspondência no percurso biográfico do próprio autor. Para isso, nos valemos das contribuições teóricas de estudiosos que refletem sobre os limites entre a experiência de vida e a ficção, a exemplo de Philippe Lejeune, Paul DeMan, Georges Gusdorf e Michel Foucault, sempre tendo em nosso horizonte a distinção entre autor real e autor implícito apresentada por Wayne C. Booth e as reflexões sobre o autor e o herói feitas por Mikhail Bakhtin. Nossa tese é de que o romance autobiográfico de Luiz Vilela, indo na contramão da tendência contemporânea do gênero, aponta para uma leitura disfórica e distópica do mundo. A gênese dessa visão distópica e disfórica do autor-criador encontra-se no perfil dos alter-egos Nei, Edgar, Ezequiel/Marcos, Epifânio e Ramon, homens brancos, doutos, filhos da classe média, que veem o mundo com um distanciamento crítico e niilista.Verificamos, ainda, que o iluminismo dos alter-egos não alcança o autor-criador e que a visão de mundo das obras desbordam misoginia e patriarcalismo.
Palavras-chave: Literatura Brasileira Contemporânea; Ficção Autobiográfica; Alter-Ego; Autor-Criador; Autor Implícito.
          Pauliane Amaral integra o Grupo de Pesquisa Literatura e Vida desde sua fundação, em 2011, e defendeu, em 2013, a dissertação A função-autor no roman à clef: um estudo sobre personagem e narrador em O inferno é aqui mesmo, de Luiz Vilela. Ambos os trabalhos tiveram por orientador o líder do GPLV, Prof. Rauer Ribeiro Rodrigues. 

          A tese é dividida em duas grandes partes: uma teórica, que estuda detida e profundamente as teorias que abordam as questões da autobiografia nas mais diversas tendências e nomenclaturas, e outra que faz escrutínio detalhado e acurado dos cinco romances de Luiz Vilela publicados até o momento. Para Pauliane, "o pessimismo não só marca a visão de mundo do autor-criador Luiz Vilela, mas também o distingue de grande parte da literatura autobiográfica contemporânea, que aponta para a superação do trauma e a crença em dias melhores".

          Com tal proposição, tendo por metodologia a "análise dos alter-egos presentes nessas narrativas", a tese define "uma imagem do autor-criador Luiz Vilela" e conclui que a "disforia distópica", nos cinco primeiros romances do escritor, "se une a cosmovisão patriarcal e misógina".

          A banca que aprovou o trabalho, formada pelos Profs. Drs. Alfredo Ricardo Silva Lopes, Edwaldo Costa, Marlene Durigan, Paulo Bungart e Rauer Ribeiro Rodrigues (presidente), recomendou a publicação em livro da tese, detalhando que o estudo contém dois trabalhos: um com a apresentação das teorias do autobiográfico e outro com o estudo do romancista Luiz Vilela. Pauliane informou que pretende ampliar o quadro teórico da primeira parte e incluir a análise de contos e novelas na segunda parte, publicando os dois livros nos próximos anos.

          A tese O romance autobiográfico de Luiz Vilela está disponível para baixar aqui. Boa leitura!

terça-feira, 27 de março de 2018

A prosa de Luiz Vilela

Ariovaldo Vidal 
Professor do Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP
Jornal da USP, 26/03/2018

Em meados da década de 70, eu fazia o curso de Letras na FFLCH, mas andava também às voltas com teatro amador e por isso aparecia na Biblioteca da ECA algumas vezes, por conta do acervo de peças mimeografadas. Numa dessas vezes, estava no final de uma pequena fila de espera e vi no balcão um cartaz em PB que me chamou a atenção: nele havia uma fila e o último sujeito da fila, um homem na casa dos 30 anos, de terno “de bater” e com expressão cansada, olhava para trás atendendo ao chamado da legenda, que dizia: “Ei! Os escritores brasileiros estão falando de você”. Criava-se uma situação curiosa, um jocoso mise en abyme, pois eu era o último da pequena fila, que certamente nada tinha a ver com a fila simbólica do cartaz; esta falava de um Brasil de filas imensas que a literatura do tempo tematizava (com perdão do lugar-comum) kafkianamente. Mas o mais importante dessa imagem estava no fato de que os jovens escritores de então, seguindo ainda a lição do Modernismo, falavam da vida de seu leitor, agora perdido nos meandros de um país sujeito à ditadura e à burocracia.

A legenda se referia a um grupo de escritores jovens ou novos que estava fazendo por aqueles anos uma literatura que ganhava feição própria, identificando não propriamente um grupo, mas um movimento. De certo modo, se a literatura brasileira não entrava no boom da literatura hispano-americana por razões óbvias ou compreensíveis, o fato é que havia no Brasil daqueles anos um bunzinho de nossa literatura, com uma significativa penetração nos ambientes escolares, o que veio acompanhado de um trabalho editorial sagaz, especialmente concentrado na imagem da Editora Ática (edições ilustradas e chamativas, paratextos voltados à linguagem dos adolescentes, etc.), bem como da Editora Brasiliense, com suas coleções destinadas ao público jovem, as “cantadas literárias”, que traziam uma literatura em boa parte marcada de erotismo e aventura.

Dei essa pequena volta para chegar ao ponto que mais interessa: o romance brasileiro do período, e também ou sobretudo o conto brasileiro que se alastrou enormemente naqueles anos, queriam falar do presente do País, adotando nessa empresa muitas vezes uma linguagem despojada ou coloquial, de uma maneira particularmente nova, nem sempre feliz, uma linguagem de desrecalque (para usar um termo de Antonio Candido ao falar de 22), em que o palavrão, de livre curso, tinha mesmo uma conotação política. Se a matéria da literatura sempre fora a vida presente, os homens presentes, o fato é que agora havia um sentimento de urgência na literatura feita por esses novos escritores (e não só na ficção, nem só na literatura), urgência que dava ao conto e ao romance quase sempre uma feição de denúncia, querendo transformar a matéria realista imediata em alegoria do País, conforme a notação crítica de Davi Arrigucci.

Um dos autores mais característicos desse período completou recentemente 50 anos de literatura: Luiz Vilela. Vilela estreou com um volume de contos chamado Tremor de Terra, em 1967, ganhando com ele o Prêmio Nacional de Ficção, em Brasília. Depois desse vieram muitos outros livros e alguns prêmios, passando por Tarde da Noite (contos, 1970), O Fim de Tudo (contos, 1973), O Inferno É Aqui Mesmo (romance, 1979), Lindas Pernas (contos, 1979), Entre Amigos (romance, 1983), para citar apenas alguns, até chegar a O Filho de Machado de Assis (2016) – que eu saiba o mais recente – totalizando cerca de três dezenas de obras entre contos, romances, novelas e várias antologias.

A crítica já observou o que de certo modo é sentimento de grande parte dos leitores de Luiz Vilela, a saber, que sem se dar conta o leitor vai se sentindo personagem do autor. Mas quem é esse leitor, questão que sempre se impõe quando se fala de recepção? Não é fácil definir, até porque muitos leitores não têm essa empatia com a obra, mas é possível dizer duas ou três coisas sobre ele – ou sobre um desses leitores –, a partir de uma evidência de época e de alguns traços de seu personagem central, espécie de alter ego do escritor.

Como se sabe, as grandes cidades brasileiras começaram a inchar ainda mais aceleradamente na passagem dos anos 60 aos 70; e nesse movimento migratório, surgiu uma camada particular de viventes que vinham não do campo para a cidade, mas do interior para a capital, fenômeno que se deu em muitas partes do País. Era uma população jovem, formada de estudantes que pisavam pela primeira vez o chão de uma universidade (o primeiro da família a entrar no ensino superior, geralmente público), deixando para trás uma formação católica de classe média e a segurança do mundo estável e geralmente opressivo dos pais. Na cidade (e na universidade) encontravam também novas formas de sociabilidade, mais abertas e desafiadoras, concentradas na metonímia da “república”. Não era uma “juventude transviada”: era antes uma juventude em trânsito, que não se reconhecia mais no mundo católico dos pais, nem tinha chegado ainda onde queria ou sonhava, pois entre outras angústias o País vivia o entrave da ditadura; e esse era um dado novo: uma juventude que ganhava uma visão politica dos fatos, em meio ao anonimato da grande cidade.

Em muito a personagem central de Luiz Vilela é esse mesmo jovem, e não é por acaso que em sua obra haja um grande número de estudantes e adolescentes. O romance que melhor concentra esse universo de relações é Os Novos (1971), que conta a história de um grupo de universitários em Belo Horizonte, vivendo os impasses de escolhas novas, num país também em impasse. O romance se passa no final dos anos 60, no contexto do nefasto AI-5: Nei é a personagem central que, recém-formado, já dá aulas de filosofia, escreve contos, frequenta bares com os amigos, mantém uma relação afetiva com o pai distante, que às vezes vem visitá-lo, e vive o drama sentimental de fazer dos amantes dois inimigos.

O livro retoma de maneira clara a tradição mineira dos romances que misturam a crônica de grupo e a confissão do protagonista; é visível a presença de O Amanuense Belmiro (1937), de Cyro dos Anjos, nas cenas vivas da roda de amigos que contrastam com um lirismo subjacente ao protagonista (diga-se que no romance de Cyro, o lirismo está por toda parte, enquanto no de Vilela o prosaísmo está por toda parte); mas retoma também e de modo mais claro o livro de Fernando Sabino, O Encontro Marcado (1956), com o qual compartilha um mesmo grupo de amigos que dividem suas preocupações e impasses: “Estou cansado de tudo isso – disse Nei. – Cansado dessa confusão, cansado da literatura, cansado dessa cidade e dessa chuva, cansado até dessas nossas conversas, que não levam a nada. Dá vontade de sumir pra longe daqui”. E compartilha também o fato de ser o depoimento vivo de uma geração, na expressão de Alfredo Bosi para o livro de Sabino.

O romance possui um andamento solto (não desordenado), contando a história de uma geração de jovens escritores, não mais formados em medicina, farmácia ou direito, mas agora ganhando a vida com o magistério ou o jornal, e a caminho do universo da publicidade. Trata-se de um romance de geração, abusando de um prosaísmo pesado, com o palavrão correndo solto e – como romance de geração – tendo no bar o espaço por excelência em que transcorre a ação. Nele (ou neles) habitam as personagens que vivem os impasses de sua geração: além do protagonista Nei, aparecem seus dois amigos mais próximos Vítor e Zé, além de outros que transitam bastante ou pouco pelos mesmos espaços: Ronaldo, Martinha, Milton, Leopoldo, Queiroz, Dalva, Mário Lúcio, Gabriel e Telmo.

Nas conversas que preenchem o livro, aparecem os temas do período e daquele contexto: o papel da literatura, a comédia provinciana dos medalhões conservadores, a liberdade sexual (tratada na chave do preconceito quase o tempo todo), as saídas políticas contra o autoritarismo, etc. E o problema que mais avulta é o sentimento de impotência diante da situação política e a consequente autoironia com a literatura que fazem, por não sentirem vocação para a ação política; e algumas cenas são simbólicas nesse sentido: numa delas, Nei e alguns amigos assistem ressentidos (sentados numa mureta…) a exibição de heroísmo de alguns alunos que haviam sido presos numa passeata no dia anterior; em outra cena, num bar, cogitam as possibilidades de escolha: no primeiro chope, a saída é a revolução; num dos seguintes, a saída é o suicídio; e entre as duas possibilidades acabam escolhendo um filé a palito.

Ainda em outra cena, definem-se como sendo uma “esquerda festiva e manifestiva”; mas o romance não é uma sátira a esse comportamento, e o fato é que as angústias pequeno-burguesas (como dizia o chavão da época) de suas personagens são verdadeiras e garantem o melhor da obra; suas criaturas não dependem ou se explicam por um momento político (ainda que tão nefasto), e sim pelo processo histórico que ultrapassa e explica esse momento.

Não é difícil perceber a composição da tríade central: de um lado, Vítor, o poeta fracassado, que assume de vez ao final a vida burguesa de pai de família, funcionário público, agora “viciado em tevê” e que combate precariamente o vício da cerveja e as idas ao bar com uma horta que cultiva no fundo da casa; de outro, a figura pungente de Zé, funcionário escravizado a um banco, preso irremediavelmente aos cuidados com a mãe, sabendo que não fará nada de bom na vida, pois o talento – que todos reconhecem nele – ressecará na vida burocrática e doméstica a que está preso. Entre os dois, situa-se a figura discreta do personagem central Nei, aquele que parece encontrar uma saída, tantas vezes protelada e desacreditada.

A saída está indiciada numa cena em abismo no meio do romance, que antecipa o próprio romance que estamos lendo: os amigos decidem escrever uma peça – que acaba (mal) escrita e censurada – para denunciar e protestar contra a opressão política; ocorre que de início a peça não está saindo e Nei pondera que a discussão para a escrita pode ser a própria peça: “Está divertido. Essa preparação para a peça daria outra peça, talvez melhor do que a própria. Ou então: a peça nem chegaria a ser escrita”. E o romance que Nei escreverá (e que Vilela escreveu) é justamente a história da preparação para o romance, talvez melhor do que o próprio, relação entre a obra planejada ou desejada e a obra vicária e precária que acabou saindo, mas por isso mesmo mais visceral. No final da narrativa, diz o protagonista que irá retomar o romance e, quem sabe, conseguir escrevê-lo; de fato, é isso que acontecerá: depois de tanta negação, ele finalmente se encaminhará para seu encontro marcado.

Mas para além desse romance, a mesma personagem aparece em diferentes contos e novelas, com outros nomes e roupas, não sem um sentimento de desconcerto que se traduz num olhar solidário (da personagem ou do autor que subjaz ao texto) a outros viventes igualmente sofridos – as mulheres, os velhos, as crianças, os que passam por alguma tragédia. No caso das primeiras, trata-se de um olhar feminino que deixa ver uma condição de opressão num mundo que vai deixando de ser patriarcal; no caso dos segundos, o sentimento de rejeição, de inutilidade, num mundo que vai ficando cada vez mais jovem. Tudo isso filtrado por um olhar melancólico, que não deixa de se disfarçar muitas vezes em humor.

Não vai sem crítica um comentário à prosa do autor, pois a questão é saber o quanto do que estava preso ao momento (“estão falando de você”) não envelheceu com o tempo. Um incômodo evidente a muitos leitores (e a mim) é certo vezo do escritor em buscar um final impactante, que se traduz em revelação algo suspeita ou mesmo em carga patética. Por razões de gênero, isso é mais comum no conto que no romance, mas ainda assim – e por justiça com o autor – é necessário fazer uma leitura modulada do problema. De qualquer modo, sua linguagem sempre às voltas com um coloquial desataviado, seu diálogo que tantas vezes a crítica elogiou, o olhar de ternura para criaturas indefesas ou deslocadas são ainda motivos para seduzir novos e jovens leitores que acabarão sentindo-se personagens do autor.




Fonte: http://jornal.usp.br/artigos/a-prosa-de-luiz-vilela/. Acesso em: 27 mar. 2018.

sábado, 3 de março de 2018

Yvonélio Nery Ferreira lança livro sobre a obra de Luiz Vilela



Yvonélio Nery Ferreira, professor da Universidade Federal do Acre, lança livro, O Silêncio Incessante em Narrativas de Luiz Vilela, sobre a obra do escritor mineiro. Em conjunto com a Editora Appris, convida a todos para o lançamento que acontece na próxima  quarta (07-03), às 20h, no Piso Superior da Biblioteca da UFAC.   


Obra de fôlego sobre a ficção de Luiz Vilela, trata-se de uma ótima oportunidade para quem deseja conhecer melhor a produção do autor. Segue comentário da Prof.ª Dr.ª Prof.ª Dr.ª Vera Lúcia de Magalhães Bambirra (UFAC) sobre o livro de Yvonélio Ferreira:

Ler O silêncio incessante em narrativas de Luiz Vilela, além de ser uma oportunidade de viajar pelos ditos e não ditos do silêncio, também se constitui numa forma de conhecer a produção (contos, romances e novelas) e os dados relevantes da vida de Luiz Vilela, mesmo para aqueles que ainda não tiveram um contato mais íntimo com a narrativa do escritor mineiro. Isso só é possível porque Yvonélio conseguiu apreender a essência das criações literárias de Vilela, não apenas a partir daquilo que ecoa das palavras, mas também dos seus diversos silêncios. Assim, quem imagina que não há nada a dizer do silêncio será surpreendido pelos tantos silêncios detectados e expressos a partir das análises cativantes de Yvonélio, pois à medida que a leitura avança, o leitor, seguindo percursos dialógicos da modernidade, é apresentado ao silêncio amoroso, é levado a transitar entre o silêncio político e a política de silenciamento e, ademais, vai se emocionar com os silêncios da velhice, esses de que muitos falam, imbricados aos ecos da memória.


Yvonélio, questionado pelo GPLV:

GPLV: Por que estudar literatura nos rincões da fronteira Oeste e no meio da selva amazônica?

Yvonélio: Acho que estudar literatura independe do lugar, não gosto muito de delimitações quanto a local ou de denominações que limitem a literatura e seus estudos. No momento estudo literatura aqui, por estar aqui.


GPLV: Por que estudar Luiz Vilela?

Yvonélio: Acredito que entre os vários motivos que me levam a estudar Luiz Vilela, há mais de 10 anos, está o fato de suas obras me causarem profundas inquietações existenciais, levando a certos questionamentos acerca do humano em si.

Lançamento:
Data: 07/03/2018 – 20h
Local: Universidade Federal do Acre – CZS
Piso superior da biblioteca


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

10º Seminário do GPL será em outubro

            O 10º Seminário do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, acontecerá nos dia 8, 9 e 10 de outubro de 2018, em Corumbá, no Câmpus do Pantanal da UFMS. Haverá, como sempre, debate de pesquisas em andamento, debate de projetos de pesquisa, sessões de comunicações, mesas-redondas, palestras.

           Normalmente, o GPLV realiza dois seminários a cada no, um no primeiro semestre e outro no segundo semestre. No entanto, agora, no marco da décima edição, o Grupo deliberou realizar somente um evento, com as pompas decorrentes do número redondo.

          Os seminários anteriores foram realizados em Três Lagoas, onde, no PPG-Letras Mestrado e Doutorado / Estudos Literários da UFMS, o GPLV tem sua base, em Ituiutaba, Minas Gerais, em eventos com foco na obra do escritor Luiz Vilela, em Aquidauana e em Corumbá.

          Também no espírito dos eventos anteriores, o mote e denominação do evento ressaltam linha de força que permeia as pesquisas do Grupo, mas não impedem que trabalhos de outra matriz ou tema sejam apresentados e debatido.

           Em mais alguns dias, aqui mesmo, publicaremos novas  informações e detalhes deste 10º Seminário do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CONVOCATÓRIA - Reunião do GPLV

CONVOCATÓRIA
Reunião do GPLV

Estão convocados os membros do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, e convidados os demais interessados, para reunião do GPLV no dia 23/2, das 8h30 às 11h, com a seguinte Ordem do Dia:
1. Informes; 2. Publicações de livros em 2018; 3. Outras Publicações em 2018; 4. Eventos para o biênio 2028-2019; 5. Expediente. 
Três Lagoas, 12 de Fevereiro de 2018. 

Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues
Líder do GPLV
CPAN/UFMS
Profa. Dra. Eunice Prudenciano de Souza
Co-Líder do GPLV
CPTL/UFMS

sábado, 20 de janeiro de 2018

SLMG comemora 50 anos do "Tremor de Terra"

           O  SLMG - Suplemento Literário de Minas Gerais - em sua edição nº 1.375, de novembro/dezembro de 2017, traz amplo material que "comemora a data e recorda a repercussão do aparecimento de Tremor de Terra cinquenta anos depois", conforme anota o editorial do Suplemento.

                 A coletânea "marcou a estreia em livro de Luiz Vilela, imediatamente reconhecido como um dos maiores contistas do país no dia mesmo da chegada do livro, quando foi noticiada sua conquista do Prêmio Nacional de Ficção, de Brasília, então o mais importante concurso literário do Brasil".

                      A edição é composta por diversas fotos da época e de outros momentos, e pelas seguintes seções: "Os 50 anos de um clássico", "Um tremor na literatura", "A autoanálise de Luiz Vilela" e  "Tremor de Terra: críticas", em um total de 13 páginas.

                      Para baixar arquivo das páginas dedicadas a Luiz Vilela, clique aqui.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

TREMOR DE TERRA ENTRE OS MELHORES DO ANO


Daniel de Mesquita Benevides, em “Seleção brasileira” Revista Cult de dezembro faz um balanço interessante do que se produziu na literatura nacional no ano de 2017.

A despeito de o ano ter sido sombrio por muitos motivos, alega que, em relação à produção literária, temos muito a comemorar, pois mesmo com a pouca quantidade de leitores, o Brasil demonstra vitalidade editorial. Segundo Benevides, pequenas e grandes editoras têm feito um bom trabalho de resgate de nomes importantes da literatura; e, dentre os vários relançamentos importantes, apontados por ele, figuram, por exemplo, os nomes de Gilka Machado, Lima Barreto e Luiz Vilela.  Sobre a edição dos 50 anos de Tremor de Terra, pela Record, ressalta: “O livro de contos do mineiro Luiz Vilela marcou época e continua atual. Não bastasse a brevidade cortante de sua prosa, ele é tido como um dos grandes autores de diálogos da nossa literatura. Não à toa, foi bastante adotado para teatro, cinema e TV” (BENEVIDES, 2017, p. 41).

A matéria completa pode ser conferida pelo link:
            https://revistacult.uol.com.br/home/melhores-lancamentos-literarios-2017/


Desde Tremor de Terra, publicado em 1967, agraciado com o Prêmio Nacional de Ficção, Luiz Vilela tem se destacado entre os grandes nomes da prosa brasileira contemporânea. No corrente ano, além da nova edição de Tremor de Terra, tivemos sua última novela O filho de Machado de Assis, também pela Record, com boa recepção pela crítica. 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

AGENDA IMPERDÍVEL PARA 2018


CONVITE

Temos a satisfação de convidar para as bancas de qualificação e defesa, de mestrado e doutorado, que acontecem em fevereiro de 2018. Confira a programação:

Dia 21/2, qualificação do Profletras da Tatiane Montanher, O conto em sala de aula, às 9h30.

Dia 21/2, defesa do Profletras do Edemir Bagon, O microconto em sala de aula, às 14h30.

Dia 22/2, qualificação de mestrado da Maria do Socorro, O acervo de Alciene Ribeiro, às 9h30.

Dia 22/2, defesa de mestrado da Natália Tano, Três faces da mulher em contos de Alciene Ribeiro, às 14h30.

Dia 23/2, defesa de doutorado da Enedir Santos, Erotismo como resistência na obra de três escritoras brasileiras, às 13h30.

 Todas as bancas serão na Unidade I da UFMS,  Câmpus de Três Lagoas.


sábado, 2 de dezembro de 2017

DISPONIBILIZADA DISSERTAÇÃO SOBRE TREMOR DE TERRA


A dissertação A simbologia dos nomes em Tremor de Terra, de Luiz Vilela, de Lucas Rodrigues Neves, integrante do GPLV, defendida em julho do corrente ano, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Kelcilene Grácia-Rodrigues, na UFMS, câmpus de Três Lagoas, está disponível na Aba Fortuna Crítica.

 Eis o resumo da dissertação:

Este estudo visa a analisar o primeiro livro de contos do escritor mineiro Luiz Vilela, Tremor de Terra (1967), a partir de um estudo onomástico das personagens. Acreditamos que a nomenclatura das personagens não ocorre de forma aleatória, constituindo-se em signos dispostos de significado. Ao pensarmos no texto ficcional como um conjunto, descrevemos os efeitos de sentido dos contos, nos quais as personagens são nomeadas de forma a compor um todo significativo com a cena. Tal estudo nos propicia um modo de aproximação do fazer narrativo do escritor. O aporte teórico da pesquisa tem embasamento nas obras que tratam sobre a importância dos nomes das personagens, como, por exemplo, o ensaio de Ana Maria Machado, Recado do nome, e o Dicionário de nomes, de Nelson Oliver. Além dos estudos citados, a Bíblia é também material decisivo para a investigação, por haver contos em que a nomeação das personagens fazem referência a personagens bíblicas. Na análise dos contos nos valemos, também, da recepção crítica ao Tremor de Terra, de modo que constituímos uma pequena fortuna crítica sobre o livro. Dessa forma, a percepção da nomenclatura das personagens como fator decisivo para a construção narrativa justifica a investigação à primeira obra do autor, visto que o trabalho onomástico realizado homologa a significação dos contos.

Palavras-Chave: Conto. Literatura brasileira. Onomástica. Personagem. Teoria do conto.



Veja  a dissertação completa aqui.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV

CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida, GPLV, e convidados os demais interessados, para reunião do GPLV, no dia 11 de novembro, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 9h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta:
1.     Informes;
2.   Avaliação 2017;
3.   Planejamento 2018.

Três Lagoas, 04 de novembro de 2017.
Rauer Ribeiro Rodrigues/Líder do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-Líder do GPLV

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Seminário do GPLV tem debates sobre Luiz Vilela

O 9º Seminário do GPLV, que acontece de 25 a 27 de outubro na UFMS de Três Lagoas, mantendo a tradição do evento e mesmo sua razão maior, realiza debates de projetos de pesquisa por iniciar ou no início, e o debate de relatórios de pesquisa já em andamento ou mesmo próximo da finalização.
Esses debates têm qualificado as pesquisas realizadas, propiciando enriquecimento do trabalho final, e têm sido fonte de aprimoramento constante dos estudos realizados no âmbito do Grupo de Pesquisa Literatura e Vida. Tal benefício não é só do projeto ou relatório debatido, mas de todos que assistem ao evento, pois as orientações, dicas, críticas e comentários são válidos para outros objetos e outros estudos.
Três pesquisas em andamento sobre a obra de Luiz Vilela serão debatidas no evento: duas de doutorado e uma de mestrado, conforme se pode verificar pelo título das pesquisas, abaixo. Outros projetos também contemplam a obra de Vilela, em especial a de Ronaldo Vinagre Franjoti, de doutorado, e a de Tatiane Dias Montanher, mestrado pelo PROFLETRAS.
As sessões acontecem na sexta-feira, dia 27, das 13h às 17h10. Para mais informações sobre o evento, clique aquiEis os debates programados para este 9º Seminário do GPLV:

Mesa
Projeto  /  Autor
Debatedor




1.
1.1. O Hibridismo de Gêneros na Prosa de Wilson Bueno – Projeto de Doutorado de Eliza da Silva Martins Peron
Márcio  Scheel
(UNESP / SJRP)
1.2 Luiz Vilela: da Face Pública à Ars Poetica – Projeto de Doutorado deRodrigo Andrade Pereira
Rogério da Silva Lima
(Abralic / UnB)
1.3 Ruínas e Modos de Narrar em A Cabeça, de Vilela, e em Sete Contos de Fúria, de Vieira – Projeto de Doutorado de Marcos Rogério Heck Dorneles
Márcio  Scheel
(UNESP / SJRP)
1.4 Não é Nada: Um Estudo Sobre a Presença do Niilismo no Conto Brasileiro Contemporâneo – Projeto de Doutorado deRonaldo Vinagre Franjotti
Rogério da Silva Lima
(Abralic / UnB)



2.
2.1 Caracterização de Personagens e Le-tramento Literário – Pré-Projeto de Pesquisa do PROFLETRAS de Tatiane Dias Monta-nher
André Dias
(UFF)

2.2 A esperança é um doce: o acervo de Alciene Ribeiro, o pai bêbado e o filho de pinguço – Relatório de Pesquisa de Mestrado de Maria do Socorro Pereira Soares Rodrigues do Carmo
Maria Cristina Cardoso Ribas
(UERJ)
2.3  Jardim ensimes-mado: A vertigem metafórica de Claudia Roquette-Pinto - Projeto de doutorado de Eloiza Fernanda Marani
André Dias
(UFF)




3.
3.1 Acovardamento e silenciamento em Os Novos, de Luiz Vilela – Projeto de Mestrado deMateus Antenor Gomes
Luiz Gonzaga Marchezan
(UNESP / ARARAQUARA)
3.2 Mulheres Protago-nistas na Literatura Juvenil Contemporâ-nea Brasileira – Projeto de Doutorado de Maisa Barbosa da Silva Cordeiro
Tânia
Regina
Oliveira
Ramos
(UFSC)
3.3 Formas espaciais nos romances de Adriana Lisboa – Projeto de Doutorado de Osmar Casagrande Júnior
Luiz Gonzaga Marchezan
(UNESP / ARARAQUARA)
3.4 LITERATURA E HIS-TÓRIA: ferramentas teóricas e metodo-lógicas da Crítica Literária amparada no Materialismo Histórico como ins-trumento de ensino interdisciplinar de História e de Lite-ratura – Projeto de Pós-Doutorado de Alfredo Ricardo Silva Lopes
Tânia
Regina
Oliveira
Ramos
(UFSC)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Seminário na UNIMONTES tem minicurso e palestra sobre Luiz Vilela

    De 16 a 18 de outubro foi realizado, em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, o IX Seminário Nacional de Pesquisa em Literatura e Criação Literária da UNIMONTES, com o apoio da CAPES, dop CNPq, da Fapemig e do Finep.

    No dia 18 aconteceu a palestra "O Filho de Machado de Assis, a novela de enredo de Luiz Vilela", proferida pelo Prof. Rauer Ribeiro Rodrigues. No dia 19 o Prof. Rauer ministrou o minicurso "Aspectos da contística de Luiz Vilela: um Tremor de Terra aos 50 anos". A palestra, na forma de artigo, será publicada nos Anais do evento.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

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Em abril de 1967, em Belo Horizonte, o jovem Luiz Vilela, então com 24 anos, lançou seu primeiro livro, Tremor de Terra. Na noite do lançamento, chegou de Brasília o telegrama com a notícia de que aquela coletânea de contos ganhara o Prêmio Nacional de Ficção, desbancando alguns escritores consagrados e gerando saborosas histórias de bastidores. O volume se firmou, sendo seguidamente republicado por editoras de alcance nacional, e chega agora – nos seus 50 anos – à 10ª edição, constando das leituras obrigatórias do vestibular da UNIMONTES. Por seu lado, Luiz Vilela se consolidou como um dos maiores contistas da literatura brasileira em todos os tempos, e atualmente seus lançamentos – romances, novelas ou contos – alcançam repercussão crítica e obtêm premiações expressivas. Trataremos, neste minicurso, dos contos do livro, apresentado inicialmente um panorama da sua diversidade formal, estilística, e discorrendo sobre algumas das invariantes temáticas que retornarão obsessivamente nas obras posteriores do escritor. Em um segundo momento, à maneira de uma oficina pedagógica, trabalharemos coletivamente na análise de alguns dos contos, aprofundando as questões gerais apontadas na primeira parte do curso.
Leituras prévias: Tremor de terra, de Luiz Vilela. (Recomenda-se que o livro esteja em mãos durante o curso.)
Data: 18 de Outubro, 2017
Horário: 08:00 – 12:00 | Local: Unimontes
Vagas Limitadas
Para se inscrever entre em contato pelo e-mail: crimesnaliteratura@gmail.com 
o minicurso é gratuito para inscritos no evento.
Público alvo: Estudantes das licenciaturas em letras e professores de Literatura que atuam no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Confira a programação completa do IX Seminário de Pesquisa e Criação Literária do Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos Literários da Unimontes:

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Simpósio em Corumbá tem minicurso sobre o romance "Graça", de Luiz Vilela

Inscrições Abertas Para Simpósio 

Estão abertas as inscrições do Seminário do GPLV: Simpósio A Escrita Feminina, tanto para ouvintes quanto para apresentação de trabalhos. O evento será dos dias 5 de outubro ao dia 7 de outubro, no Câmpus do Pantanal da UFMS, em Corumbá. No dia 6, no período da manhã, das 7h às 11h10, ocorrerão as oficinas pedagógicas e os minicursos. Entre eles, um minicurso abordará o romance Graça, de Luiz Vilela, a partir da perspectiva da personagem protagonista.
As comunicações, para as quais as inscrições estão abertas, também serão no dia 6 de outubro, e ocorrerão das 13h às 17h10, em salas do Bloco H. 
Veja detalhes do Câmpus na aba local do evento, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/p/local-do-evento.html >
Para se inscrever com apresentação de trabalho, individual ou em coautoria, siga os passos indicados na ficha disponível na aba inscrições, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/p/inscricoes.html >.
É necessário que tenha pronto o resumo do trabalho com cinco palavras-chave e no mínimo 200 palavras (no máximo, 300). Se houver coautoria, é necessário que tenha em mãos o nome completo do co-autor, o RG, o e-mail e a data de nascimento; deve ainda informar a maior titulação acadêmica de cada um dos autores.
Solicitamos que graduandos e mestrandos apresentem trabalho em coautoria com o orientador, considerando-se, claro, que o professor deve participar efetivamente da concepção e da escrita do texto.
Mais detalhes no portal do evento, em < https://simposioescritafeminina.blogspot.com.br/ >.

Qualquer dúvida, por favor, faça contato pelo e-mail < simposioescritafeminina@gmail.com >.