sábado, 20 de abril de 2013

20 DE ABRIL DE 1967: LUIZ VILELA ESTREIA NA LITERATURA COM O LIVRO “TREMOR DE TERRA”


              Há 46 anos, no dia 20 de abril de 1967, Luiz Vilela estreava na literatura brasileira, lançando, numa livraria, em Belo Horizonte, seu livro, de contos, Tremor de Terra, que em seguida ganharia, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, tornando-o conhecido em todo o país.
              Para comemorar a data, este blog reproduz um recorte do jornal Estado de Minas, de 22 de abril de 1967, noticiando o lançamento e o prêmio. Reproduz também o que aqui, em diferentes ocasiões, já foi exibido: a capa do livro, uma foto do lançamento em Belo Horizonte, outra do autor em Brasília, no Hotel Nacional, no dia 21 de abril, data da entrega do prêmio, e, por fim, uma carta que, da capital federal, Luiz Vilela escreveu então a seus pais.







terça-feira, 9 de abril de 2013

Erotismo, repressão sexual e espaço escolar: Janaína defende dissertação sobre contos de Luiz Vilela


No dia 3 de abril, às 14h30min, na sala do segundo ano de Letras da UFMS, Campus 1 de Três Lagoas, aconteceu a Banca de Defesa de Mestrado de Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva. Com o título “Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no ambiente escolar”, a mestranda defendeu, em sessão pública, sua dissertação, sendo presidente da Banca o orientador do trabalho, Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues (CPAN / UFMS), coordenador do GPLV, e arguidoras as Profas. Dras. Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG), adjunta da área de Letras e Linguística na CAPES, e Eliana da Mota Bordin de Sales (CPar / UFMS), diretora do Câmpus de Paranaíba da UFMS. 
Janaína estuda quatro contos de Vilela ─  “Triste”, “Com os seus próprios olhos”, “Depois da aula” e “Meus anjos” ─  a partir do recorte entre erotismo, repressão sexual e ambiente escolar. O referencial teórico tem por embasamento proposições de Freud, tal como retomadas filosoficamente por Herbert Marcuse, relidas em nossos dias por Garcia-Roza, e retomadas por Marilena Chauí para tratar da repressão sexual; para descrever o espaço literário nos contos de Vilela o trabalho se vale das proposições de Gaston Bachelard, e para definir sexo, amor e erotismo se vale do pensamento de Octavio Paz.
A pesquisa mostra que a visão de Luiz Vilela sobre sexo e erotismo está profundamente marcada pela repressão sexual constituída a partir do cristianismo, em especial aquela desenvolvida no seio da religião católica, mas percebe que há um jogo ambíguo em que todas as personagens são simultaneamente vítimas e agentes.
Janaína integra o Grupo de Estudos Luiz Vilela, criado para reunir a fortuna crítica do escritor e incrementar estudos sobre sua obra. Sua dissertação, em breve, será disponibilizada para acesso aqui no Blog.
Ainda na quarta-feira, à noite, a prof.ª Sandra Regina Goulart Almeida proferiu, no Anfiteatro do Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, a palestra“Cartografias contemporâneas do espaço literário”.
Para mais detalhes sobre a Pesquisa de Janaína, clique aqui.
Veja, abaixo, fotos da Banca.







sábado, 6 de abril de 2013

"Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela"

A dissertação Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela, defendida no final de fevereiro por Rosana da Silva Araújo, está disponível no Blog. Para acessá-la, vá à aba Fortuna Crítica ou clique aqui. Eis o resumo do trabalho:

ARAUJO, Rosana da Silva. Ficção e história em Os novos, de Luiz Vilela. Três Lagoas, 2013. 121 fls. Dissertação (Mestrado, Letras, Estudos Literários) – UFMS/CPTL. Orientador: Rauer Ribeiro Rodrigues.
RESUMO: Esta dissertação estuda o primeiro romance de Luiz Vilela, Os novos, de 1971. Nosso objetivo central, na pesquisa, é analisar a relação entre ficção e história, evidente em Os novos, pois seu enredo encena a vida de jovens à procura de seu destino no início dos anos de chumbo do regime militar de 1964. Trabalhamos com a hipótese de que a arquitetura romanesca de Os novos, construída basicamente por diálogos, de modo questionador e irônico, representa por antítese a superestrutura autoritária e excludente do Brasil dos anos 60 do século XX. Para comprovar nossa hipótese, trilhamos o caminho da intensa tensão política e social do pós-64 e a relacionamos à ficção de Vilela. Voltamo-nos para o estudo das relações teóricas entre ficção e história, para a construção das personagens, para a fortuna crítica sobre o autor, para a construção dos diálogos e para o significado do título de Os novos. Concluímos que o romance e sua estrutura é antitético quanto à repressão política instaurada, ao silêncio e à ditadura, com diálogos que funcionam como contraposição ao contexto histórico. 
PALAVRAS-CHAVE: Diálogo, Fortuna Crítica, Oralidade, Personagem, Teoria literária.
Rosana integra o Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, tendo destacada atuação nas atividades do GPLV em seus dois primeiros anos de existência. Ingressou neste ano nos quadros do ensino público municipal da cidade de São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo, atuando como professora.

domingo, 31 de março de 2013

Luiz Vilela: o erotismo no espaço escolar

Será nesta quarta-feira, dia 3 de abril, a Banca de Defesa da mestranda Janaína Torraca, com pesquisa que estudou o erotismo em contos de Luiz Vilela que têm o espaço escolar como cenário. A Banca está marcada para as 14h30, na Sala de Defesas do Mestrado em Letras, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, sendo arguidoras as Profas. Dras. Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG) e Eliana da Mota Bordin de Sales (UFMS/CPAR).

Confira abaixo o resumo do trabalho:
SILVA, Janaína Paula Malvezzi Torraca da. Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no ambiente escolar. Três Lagoas, 2013. 125 fls. Dissertação (Mestrado, Estudos Literários) - UFMS/CPTL. Orientador: Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues.
Nosso objetivo, neste trabalho, é demonstrar, em contos de Luiz Vilela, como é encenado o papel da escola, instituição reprodutora do status quo, como repressora sexual. Nosso corpus se compõe dos contos "Triste", "Depois da aula", "Com os seus próprios olhos" e "Meus anjos". Como referencial teórico, utilizamos as seguintes obras: Eros e civilização: uma interpretação filosófica do pensamento de Freud, de Herbert Marcuse, publicada pela primeira vez em 1955; Repressão sexual: essa nossa (des)conhecida, de Marilena Chauí, lançada em 1984; A chama dupla: amor e erotismo, de Octavio Paz, publicado em 1995; A poética do espaço, de Gaston Bachelard, publicado pela primeira vez em 1957; e Freud e o inconsciente, de Luiz Alfredo Garcia-Roza, lançado em 1984. Perguntamo-nos: i) Como a civilização é figurativizada nos contos de Luiz Vilela, em especial naqueles que tratam do erotismo?; ii) De que maneira esses contos descrevem a repressão sexual dentro da sociedade e da escola?; iii) Qual a função da autoridade institucional que se depreende desses contos cujo tema é o erotismo no âmbito escolar?; e iv) Qual função a escola representa nessas narrativas? Nossa primeira hipótese é de que a escola, por meio das personagens que figurativizam a autoridade institucional, é movida por ideologia repressiva ao erotismo, em decorrência do ideário cristão dominante na sociedade. Outra hipótese que levantamos é de que, em Luiz Vilela, o erotismo vivenciado, no âmbito escolar, por crianças e adolescentes, desnuda uma sociedade repressora de ideologia cristã. Comprovamos que esses elementos estão configurados nos contos de Luiz Vilela, mostrando como o erotismo vivenciado no âmbito escolar desnuda as repressoras entranhas de uma sociedade de ideologia cristã.
Palavras-Chave: Espaço; Erotismo; Escola; Infância; Psicanálise; Sexualidade.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Luiz Vilela abriu o 3º Festival do Conto - Vídeo


Em 19 de março, Luiz Vilela participou da abertura do 3º Festival do Conto, em Florianópolis. A organização do evento postou vídeo da noite no You Tube. Vilela sobe ao palco aos 13min41seg. Para ver o vídeo ou baixá-lo, clique aqui.

Abaixo, mais informações sobre o evento.


25 de março de 2013

III Festival Nacional do Conto



Para quem não pôde comparecer ou assistir ao vivo pela internet, segue abaixo tudo que aconteceu no III Festival Nacional do Conto, em vídeo e na íntegra: da abarrotada abertura com Luiz Vilela à hipnótica apresentação de Leprevost:


Abertura oficial, com Luiz Vilela.

A estranheza do conto, com Luci Collin.

A diversidade no conto brasilleiro contemporâneo, com Marcelo Moutinho, Antônio Xerxenesky e Ronaldo Bressane.

Tradição e contemporâneidade, com Leandro Sarmatz e Julián Fuks.

Ecos: uma conversa com Silveira de Souza. Mediação de Sérgio Medeiros.

Show de encerramento com Luiz Felipe Leprevost:


Mais sobre o Festival:

Disponível em: < http://concursos-literarios.blogspot.com.br/2013/03/iii-festival-nacional-do-conto_25.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+concliterarios+(Concursos+Liter%C3%A1rios) >.

segunda-feira, 25 de março de 2013

CONVITE: Palestra de Sandra Goulart e defesa de Janaína Torraca



CONVITE

Convidamos para a palestra “O ESPAÇO NA LITERATURA
CONTEMPORÂNEA”, a ser proferida pela Profa. Dra. Sandra 
Regina Goulart Almeida (UFMG).

Data:           3 de abril
Horário:    19h30
Local:         Anfiteatro do CPTL / UFMS - Campus 1, Três Lagoas

Na tarde do dia 3, a partir das 14h30, na Sala de Defesas do Mestrado em Letras da UFMS, a 
professora Sandra, ao lado da Profa. Dra. Eliana da Mota Bordin de Sales, integra, como 
arguidora, a Banca de Defesa da mestranda Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva, 
cuja dissertação - sob orientação do Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues - tem o seguinte 
título: "Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no 
ambiente escolar". 

Contamos com sua presença e participação.

Prof. Rauer.

terça-feira, 19 de março de 2013

Começa hoje o 3.º Festival Nacional do Conto

O 3.º Festival Nacional do Conto, único evento dedicado ao gênero na América, desembarca pela primeira vez em Florianópolis a partir de hoje, 19 de março. Serão cinco dias dedicados ao conto,  neste projeto de difusão, discussão e fomento, que traz para Santa Catarina o debate sobre um dos gêneros literários mais populares do globo, e que no Brasil chegou ao ápice com Machado de Assis, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, Luiz Vilela e Rubem Fonseca. Para esta terceira edição, os nomes confirmados são Luiz Vilela (MG), João Silvério Trevisan (SP), Ronaldo Bressane (SP), Luci Collin (PR), Marcelo Moutinho (RJ), Antônio Xerxenesky (SP), Leandro Sarmatz (SP), Julián Fuks (SP), Luiz Felipe Leprevost (PR) e Silveira de Souza (SC).

Veja mais informações aqui.


Nota de 20 de março de 2013: veja foto do evento e notícia da abertura clicando aqui.

sábado, 16 de março de 2013

Pauliane Amaral defendeu dissertação sobre "O inferno é aqui mesmo"

Na tarde da última terça-feira, dia 12 de março, a mestranda Pauliane Amaral defendeu a dissertação A função autor no roman à clef: um estudo sobre personagem e narrador em O inferno é aqui mesmo, de Luiz Vilela. A sessão pública de defesa aconteceu no Mestrado em Estudos de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. O estudo de Pauliane agrega temas como os limites entre ficção e história, a presença de autobiografia na obra de Luiz Vilela e a interpretação de que O inferno é aqui mesmo integra o rol das narrativas que o estudioso Renato Franco denominou “romances da cultura da derrota”, no qual Franco não incluíra esse romance de Vilela.
No trabalho, Pauliane traçou o caminho da construção da função-autor (conceito foucaultiano) em O inferno é aqui mesmo, considerando o romance como um roman à clef (romance com chaves), no qual, na narrativa, pessoas reais aparecem sob nomes fictícios e os eventos narrados tem toda a probabilidade de realmente terem acontecido da forma como surgem na trama ficcional. 
A banca arguidora, presidida pelo orientador, o Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues (UFMS), e composta pela Profª. Drª. Maria Adélia Menegazzo (UFMS) e pelo Prof. Dr. Ariovaldo José Vidal (USP), aprovou o trabalho, elogiando a profundidade da pesquisa teórica que norteou o estudo do romance de Luiz Vilela. Pauliane integra o Grupo de Estudos Luiz Vilela, criado para reunir a fortuna crítica sobre a obra do escritor. 
Ainda na terça-feira, mas pela manhã, o prof. Ariovaldo José Vidal proferiu palestra na qual abordou o cânone e a crítica literária a partir de análise do conto “Caso de mentira”, de Marques Rebelo.

Para ver fotos da defesa e da palestra, clique aqui.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os eventos do GPLV em 12 de abril na UFMS de Campo Grande

Registros fotográficos de eventos do GPLV no Mestrado em Estudos de Linguagens, na UFMS de Campo Grande, em 12 de abril de 2013.

Luciene Lemos de Campos - GPLV, abril/2013    
Prof. Ariovaldo, Profª Maria Adélia, Mestre Pauliane Amaral e Prof. Rauer, em registro após a Banca de Pauliane.


Luciene Lemos de Campos - GPLV, abril/2013  .   
Prof. Rauer e Prof. Ariovaldo, em flagrante da palestra do Prof. Ariovaldo na manhã do dia 12 de abril de 2013, na UFMS.


Para mais informações, clique aqui.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Bóris e Dóris: um comentário e uma capa nova


SEGUNDA-FEIRA, 4 DE MARÇO DE 2013

Em: < http://soltandoparagrafos.blogspot.com.br/2013/03/boris-e-doris-luiz-vilela.html?showComment=1363192264700 >.

Bóris e Dóris - Luiz Vilela

   Certos estavam os que disseram para nunca se julgar um livro pela capa. Um bom exemplo é Bóris e Dóris, do contista mineiro Luiz Vilela. Com uma apresentação simples e uma mensagem extremamente direta, a novela de 96 páginas surpreende ao expor uma realidade comum, e até mesmo banal.
 

   Como diz o título, a história gira em torno de Boris e Dóris, um casal com uma grande diferença de idade que, ao decorrer das situações, imprime uma forte imagem de subordinação. Boris é um senhor empresário que dedicou toda sua vida a tentar se tornar um homem rico, enquanto Dóris, uma jovem que deixou sua carreira de professora para seguir o marido.
   O livro, todo em diálogo, demonstra como a mulher é submetida às vontades do homem. Em todas as falas de Dóris, percebe-se certo receio em expressar-se, a maioria delas são curtas e diretas, apenas concordando com o que foi dito anteriormente pelo esposo.
   Em um ambiente fisicamente aberto, o casal pouco interage com outras personagens, quando outra pessoa aparece na narração, geralmente é apenas em uma citação ou referência. Resumindo-se às discussões internas, Luiz Vilela descreve claramente a ânsia de Dóris em ter, nem mesmo que por apenas um momento, a atenção do parceiro, o que raramente acontece.
   A história se passa durante o café-da-manhã do casal, e em parte da noite. Apesar da simplicidade nas palavras, a obra trás uma intensidade social e psicológica facilmente identificada. Com um término previsível, porém simbólico, a narrativa se fecha sem um clímax bem definido, que é o que se espera durante seu desenvolvimento, todavia, deixando uma grande tensão no ar, devido à não manifestação de Dóris sobre seus verdadeiros pensamentos acerca de toda a situação.

Dados essenciais:
Título>> Bóris e Dóris
Autor>> Luiz Vilela
Assunto>> Literatura Nacional
Editora>> Record
Ano>> 2006
**Um re-design da capa do livro foi feito pelo Curso de Design da UCDB>>

[O texto é assinado por S.R.]

terça-feira, 5 de março de 2013

Vilela participa do III Festival Nacional do Conto

De 19 a 23 de março ocorre, em Florianópolis, o 3º Festival Nacional do Conto. A abertura do evento será com Luiz Vilela. Todas as mesas ocorrem no Teatro SESC Prainha (Travessa Syriaco Atherino, 100, Centro), com entrada franca. Abaixo, detalhes da abertura da programação.
19 de março de 2013, terça-feira
20h – O tremor da terra:  abertura oficial com o convidado de honra Luiz Vilela
Leitura de um conto inédito do livro Era Aqui, volume a sair pela Editora Record ainda no primeiro semestre deste ano, seguida de um bate-papo com Luiz Vilela. Autor de vários livros de contos, entre os quais A Cabeça, Vilela é, inegavelmente, um dos maiores contistas brasileiros de todos os tempos. Escreveu também novelas, como Bóris e Dóris, e romances, como Perdição, este seu mais recente livro, publicado em 2011 e que recebeu o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2012. 
Para mais notícias sobre o evento, clique aqui. 

Luiz Vilela (MG)
Mineiro da pequena Ituiutaba, Luiz Vilela (convidado de honra do Festival Nacional do Conto) nasceu em 1942 e lançou aos 24 anos seu primeiro livro, Tremor de Terra, que lhe valeu o Prêmio Nacional de Ficção e o reconhecimento imediato como exímio contista. Ganhou um Prêmio Jabuti em 1974 pelo livro de contos O Fim de Tudo. Ao lado de Dalton Trevisan e Rubem Fonseca, é o grande nome do conto brasileiro em nossos dias. Seus contos, romances e novelas já foram publicados em vários países, como Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Suécia, Polônia, República Tcheca, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Cuba e México.
Mais: A Cabeça (Cosac & Naify), Tremor de Terra (PubliFolha), Histórias de Família (Nova Alexandria), Contos (Nankin), Boa de Garfo e Outros Contos (Saraiva).
             Para assistir entrevista com Luiz Vilela, clique aqui. 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Banca de defesa: ROSANA DA SILVA ARAUJO

No dia 26 de fevereiro de 2013 foi realizada minha banca de defesa no mestrado em Letras/Estudos Literários - UFMS de Três Lagoas. 

 

Dissertação:  FICÇÃO E HISTÓRIA EM OS NOVOS, DE LUIZ VILELA.
Mestranda: Rosana da Silva Araujo

Banca: Prof. Dr. Rauer Ribeiro Rodrigues (UFMS/CPAN)- Orientador.
Prof. Dr. Alvaro Santos Simões Jr. – (UNESP/ASSIS)  
Prof. Drª Kelcilene Grácia Rodrigues (UFMS/ CPTL) 

Gostaria de agradecer minha família, em especial, minha mãe Nita Maria. Agradecer aos amigos pelo apoio. Agradecer muito meu orientador, Prof. Rauer, pela confiança e apoio durante esses anos de mestrado. OBRIGADA! 

Fotos desse dia tão especial:

Pronta para a defesa.

Apresentando o trabalho.

Banca: Prof. Alvaro, Prof. Rauer e Prof.ª Kelcilene

Refletindo sobre as questões da banca..rs

APROVADA!!!!

Da esquerda para a direita: Prof.ª Kelcilene, Mestre Rosana, Prof. Alvaro e Prof. Rauer

Com o orientador, Prof. Rauer

Amigos queridos que foram ver a banca. Obrigada.

Família: Minha mãe Nita Maria e minha sogra Edilva.

 Rosana!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Blog do GPLV no site Ituiutaba Werald

Blog reúne estudos sobre a obra de Luiz Vilela

by rauer
GRUPO DE PESQUISA LUIZ VILELA
Sob coordenação do escritor Rauer Ribeiro Rodrigues, em sua atuação como professor universitário na UFMS, com atuação no Mestrado em Letras de Três Lagoas e no Mestrado em Estudos de Linguagens de Campo Grande, o Grupo de Pesquisa Luiz Vilela publica blog que congrega diversos pesquisadores e estudiosos da obra do escritor ituiutabano Luiz Vilela.
O blog reúne dissertações, teses e artigos sobre o escritor, possibilitando contatos entre interessados em debater e divulgar os contos, novelas e romances de Luiz Vilela, estando
aberto para colaborações, sugestões, dicas, comentários, críticas.
Ao reunir amplo conteúdo de interesse para estudiosos da obra do Luiz Vilela, o blog apresenta substancioso acervo para pesquisas escolares e acadêmicas.
Eis, por exemplo, a última resenha publicada sobre "Perdição", romance lançado por Luiz Vilela no final de 2011: < http://gpluizvilela.blogspot.com.br/2012/12/luiz-vilela-aos-70-anos.html >.
Conheça o blog em: < http://gpluizvilela.blogspot.com.br/ >. Contatos podem ser feitos pelo e-mail gpluizvilela@gmail.com, ou pelo e-mail do coordenador do GPLV: rauer.rauer@uol.com.br.
rauer | February 27, 2013 at 9:30 pm | Tags: GPLV; Literatura; Luiz Vilela; Rauer; Universidade | Categories: Notícias e opinião | URL: http://wp.me/p3cp9K-qz

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

GPLV: REUNIÃO E BANCAS NA PRÓXIMA SEMANA

     Na próxima semana, o Grupo de Pesquisa Luiz Vilela realiza atividades na segunda e terça-feiras, respectivamente dias 25 e 26 de fevereiro.

     No dia 25, dia da Pré-Matrícula no Mestrado em Letras, a partir das 8h30, o GPLV realiza reunião administrativa, na Sala do 4º ano de Letras. Veja os detalhes aqui.

     Com início às 13h30, também na Sala do 4º ano de Letras e aberta exclusivamente aos membros do GPLV, teremos a Banca de Qualificação de Raquel Celita Penhalves do Reis, com a participação dos professores Angela Guida (CCHS) e José Batista de Sales (CPTL).

     E no dia 26, com início às 8h30, em sessão pública, acontecerá a Banca de Defesa da Rosana da Silva Araújo, também na Sala do 4º ano do Curso de Letras, sendo arguidores o professor Álvaro Santos Simões Júnior, da UNESP, e a professora Kelcilene Grácia-Rodrigues, coordenadora do Mestrado em Letras.
 
     Convidamos a comunidade universitária e todos os interessados a participarem das atividades do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PALESTRA E BANCA DE DEFESA

                CONVITE

Convidamos para a palestra “Marques Rebelo e o conto brasileiro posterior
(1945-85). Leitura de ‘Caso de mentira’”, a ser proferida pelo Prof. Dr. Ariovaldo
José Vidal
(USP).



Data:         12 de março
Horário:    9h30
Local:        Auditório do CCHS / UFMS

À tarde, a partir das 14h, também no Auditório do CCHS, o professor Ariovaldo,
ao lado da Profa. Dra. Maria Adélia Menegazzo, integra, como arguidor, a Banca de
Defesa da mestranda PaulianeAmaral, cuja dissertação - sob orientação do Prof. Dr.
Rauer Ribeiro Rodrigues - tem o seguinte título: "A função-autor no roman à clef: um
estudo sobre personagem e narrador em O inferno é aqui mesmo, romance de Luiz Vilela".

Contamos com sua presença e participação.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

"PERDIÇÃO", DE LUIZ VILELA, UM ANO DEPOIS

RESENHA SOBRE O ROMANCE "PERDIÇÃO", DE LUIZ VILELA 

- Há um ano saiu, pela Editora Record, do Rio de Janeiro, o romance Perdição, de Luiz Vilela, que recebeu o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2012 de melhor narrativa publicada no país nos anos de 2010 e 2011. No romance, o ficcional tem por referência a história de nosso tempo, das tramoias nos gabinetes palacianos de prefeitos desajeitados e sem prumo às angústias, frustrações e alegrias cotidianas das pessoas comuns. 

- VEJA EM: 

http://gpluizvilela.blogspot.com.br/2012/12/luiz-vilela-aos-70-anos.html. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Defesas, qualificação e palestras movimentam o GPLV

          O início das atividades do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela em 2013 está movimentado, com três defesas, uma qualificação e duas palestras, que acontecerão entre 25 de fevereiro e 3 de abril. Eis as atividades programadas:

  • Dia 25 de fevereiro, às 8h30, em Três Lagoas, reunião dos integrantes do GPLV para traçarem metas e objetivos para o triênio 2013-2015.

  • Dia 25 de fevereiro, às 14h, em Três Lagoas, Banca de Qualificação de Raquel Celita Penhalves dos Reis, cujo trabalho, "O antropófago intertextual: a retomada por Luiz Vilela de Mark Twain e Ernest Hemingway", será avaliado pelos professores doutores Angela Guida (UFMS/CCHS) e José Batista de Sales (UFMS/CPTL).

  • Dia 26 de fevereiro, às 8h, em Três Lagoas, Banca de Defesa de Rosana da Silva Araújo, que será arguida pelos professores doutores Álvaro Santos Simões Júnior (UNESP/Assis) e Kelcilene Grácia-Rodrigues (UFMS/CPTL) pelo trabalho "Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela".

  • Dia 12 de março, às 9h30, em Campo Grande, palestra do professor doutor Ariovaldo José Vidal (USP), que falará tendo por tema o narrador em narrativas brasileiras do século XX.

  • Dia 12 de março, às 13h30, em Campo Grande, Banca de Defesa de Pauliane Amaral, que será arguida pelos professores doutores Ariovaldo José Vidal (USP) e Maria Adélia Menegazzo (UFMS/CCHS) pelo trabalho "A função-autor no roman à clef: um estudo sobre personagem e narrador no romance O inferno é aqui mesmo, de Luiz Vilela".

  • Dia 3 de abril, às 14h30, em Três Lagoas, Banca de Defesa de  Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva, que será arguida pelas professoras doutoras Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG) e Eliana da Mota Bordin de Sales (UFMS/CPar) pelo trabalho "Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no ambiente escolar".

  • Dia 3 de abril, às 19h30, em Três Lagoas, palestra da professora doutora Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG), que falará tendo por tema o espaço em narrativas brasileiras contemporâneas.

                 Registramos, com satisfação, o ingresso no GPLV dos  seguintes pesquisadores: 

    1. Eunice Prudenciano de Souza (doutora em Estudos Literários pela UNESP/Araraquara);
    2. Jorge Augusto Balestero (mestrando em Letras pela UFMS/CPTL);
    3. Lucas Fernando Gonçalves (mestrando em Estudos de Linguagens pela UFMS/CCHS);  e 
    4. Waleska Rodrigues de Matos Oliveira Martins (doutoranda na UNESP/Araraquara).

              O coordenador do GPLV, professor Rauer, aguarda para o mês de março o relatório de avaliação das atividades desenvolvidas pelo Grupo em 2012; a avaliação está sendo realizada por um avaliador externo, conforme previsto no projeto de constituição do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela. O relatório será divulgado aqui no Blog assim que tramitar institucionalmente.

    sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

    CONVOCATÓRIA - Reunião Administrativa do GPLV

    Caros Pesquisadores da obra de Luiz Vilela e caros Membros do GPLV.

    Convido-os para reunião do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela no dia 25 de fevereiro, às 8h30, na Sala do Piso Superior do Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, no Mestrado em Letras, com a seguinte pauta:
    1. Posse dos novos membros do GPLV;

    2. Informes Gerais e Expediente;

    3. Avaliação das atividades desenvolvidas 2011-2012;

    4. Planejamento institucional para o triênio 2013-2015.

    5. Formalização do Regimento do GPLV.

    6. Eleição de nova diretoria.
    Lembro que dia 25 é o dia da Pré-Matrícula no Mestrado, atividade que todos os mestrandos em Letras devem fazer.

    Convido-os, ainda, para acompanharem a Banca de Qualificação da Raquel Celita Penhalves do Reis, que será às 13h30, também no dia 25, na mesma sala, com a participação dos professores Angela Guida (CCHS) e José Batista de Sales (CPTL).

    Convido-os, por fim, para a Banca de Defesa da Rosana da Silva Araújo, que será às 8h do dia 26 de fevereiro, na Sala do Piso Superior do Câmpus, sendo arguidores o professor Álvaro Santos Simões Júnior, da UNESP, e a professora Kelcilene Grácia-Rodrigues, coordenadora do Mestrado em Letras.

    Conto com a presença e participação ativa de cada um.

    Cordial abraço,

    Prof. Rauer.
    Coordenador do GPLV

    Grupo de Pesquisa Luiz Vilela: http://gpluizvilela.blogspot.com/

    quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

    Luiz Vilela e Clarice Lispector

    LUIZ VILELA E CLARICE LISPECTOR

                No dia 10 de dezembro último, Clarice Lispector, que morreu há 35 anos, faria 93 anos. A data foi lembrada e a escritora homenageada nas principais cidades do país com palestras, amostras e publicações promovidas por várias instituições, dentro da programação Hora de Clarice, que aconteceu pelo segundo ano consecutivo.
                Em 1973, Luiz Vilela, que não chegou a conhecer pessoalmente a escritora, dela recebeu o telegrama que estampamos abaixo. Numa entrevista a Giovanni Ricciardi, em 2007, “Eu escrevo porque gosto de escrever”, Vilela conta como isso aconteceu:
                “Em 72, quando saiu a 3.ª edição do Tremor de Terra, eu tinha à disposição alguns exemplares, e como não havia mais necessidade de enviá-los à crítica, resolvi enviá-los a alguns dos ilustres nomes de nossas letras. Era uma espécie de teste: eu queria ver quem me responderia e quem não responderia. Só um escritor respondeu: Clarice Lispector. Só Clarice, com toda a sua fama de fechada, de estranha, de distante, teve esse gesto de delicadeza. Ela o fez por meio de um telegrama, que guardo com carinho e que na ocasião me deixou muito feliz: ‘Obrigada livro ótimo. Peço escrever-me.’ Aí veio para mim o segundo capítulo da história: ‘Escrever?’, pensei, ‘escrever a Clarice Lispector? Mas o que eu vou dizer a ela?’ Eu tinha, e continuo a ter, pela escritora uma grande admiração, mas era aí mesmo que estava o problema: o que eu ia dizer a uma pessoa que eu admirava tanto e com a qual nunca tivera, até então, nenhum contato? Fiquei nessa indecisão por muitos dias, e acabei não escrevendo. O tempo passou, os anos se passaram, e um dia, ao abrir o jornal, dou com a notícia da morte dela, prematura. Então me lembrei do telegrama e da minha indecisão, e pensei: ‘Eu devia ter escrito...’ Assim somos nós...”
                Na rara palestra que, a convite, Clarice deu em um congresso na Universidade do Texas, em 1963, intitulada “Literatura de vanguarda no Brasil” — palestra que ela daria também, depois, com alguns acréscimos, em cidades brasileiras e que foi incluída no seu livro póstumo Outros Escritos (Rocco, 2005) —, ela diz que “a vanguarda de 1922 continuou frutificando” e cita a seguir, como exemplo, alguns autores, entre os quais Luiz Vilela.
                Em 1967, quando Vilela publicou o Tremor de Terra e com ele ganhou, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, o Diário de Minas, de 22 de abril, dando a notícia, dizia sobre o autor: “Atualmente é secretário do Departamento de Filosofia, da Faculdade de Filosofia da UFMG, e está inscrito no curso de doutorado da mesma faculdade, preparando tese sobre a escritora Clarice Lispector.”
                A segunda informação é só em parte verdadeira: é que para a efetivação no cargo que passou a ocupar depois de formado no Curso de Filosofia, Luiz Vilela teve de se inscrever no “Doutoramento”, o que implicava na realização de exames iniciais e na futura apresentação de um trabalho acadêmico equivalente a uma tese, quando ele então escolheu como tema a obra de Clarice Lispector.     No início de 1968, sob a alegação de “contenção de verbas”, um grupo de professores da Faculdade foi demitido. Ainda que não desse aulas, Vilela estava entre eles. E, assim, o projeto sobre Clarice foi abandonado, sem ter sido sequer começado.
                Logo depois da demissão, convidado para trabalhar no Jornal da Tarde, Luiz Vilela mudou-se para São Paulo.


    terça-feira, 22 de janeiro de 2013

    Registro da entrega do Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2012


    VENCEDORES DO PRÊMIO LITERÁRIO NACIONAL PEN CLUBE DO BRASIL 2012

    As três categorias de premiações (Poesia, Ensaio e Narrativa) foram vencidas, respectivamente, por Ferreira Gullar, que recebeu prêmio das mãos da editora Maria Amélia, pelo livro "Em alguma parte alguma", publicado pela José Olympio Editora; Mary del Priore, que recebeu das mãos do historiador Arno Wehling, presidente do IHGB, pelo livro "Histórias Íntimas: Sexualidade e Erotismo na História do Brasil", publicado pela Editora Planeta; e, Luiz Vilela, pelo romance "Perdição", no ato representado pela editora-responsável do Grupo Record, Guiomar de Grammont.
    As premiações consistiram na entrega de troféu “PEN”, originalmente concebido pelo escultor pernambucano Cavani Rosas, valor em dinheiro e certificado de participação. Criado em 1938, o prestigioso Prêmio do PEN Clube, considerado um dos mais antigos certames literários brasileiros, ao longo das décadas já foi conquistado pelos mais importantes escritores brasileiros. Restaurado e reestruturado no ano passado, as inscrições são abertas anualmente durante o período de maio a outubro por meio de edital amplamente divulgado. Poderão inscrever-se escritores brasileiros, inclusive por iniciativa de suas respectivas editoras, que tenham publicado livro nos últimos dois anos, sempre excluído o da realização do certame.
    Informação publicada em <http://www.penclubedobrasil.org.br/  >,
    referente a evento ocorrido no Rio de Janeiro
    em 10 de dezembro de 2012.