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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Defesas, qualificação e palestras movimentam o GPLV

          O início das atividades do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela em 2013 está movimentado, com três defesas, uma qualificação e duas palestras, que acontecerão entre 25 de fevereiro e 3 de abril. Eis as atividades programadas:

  • Dia 25 de fevereiro, às 8h30, em Três Lagoas, reunião dos integrantes do GPLV para traçarem metas e objetivos para o triênio 2013-2015.

  • Dia 25 de fevereiro, às 14h, em Três Lagoas, Banca de Qualificação de Raquel Celita Penhalves dos Reis, cujo trabalho, "O antropófago intertextual: a retomada por Luiz Vilela de Mark Twain e Ernest Hemingway", será avaliado pelos professores doutores Angela Guida (UFMS/CCHS) e José Batista de Sales (UFMS/CPTL).

  • Dia 26 de fevereiro, às 8h, em Três Lagoas, Banca de Defesa de Rosana da Silva Araújo, que será arguida pelos professores doutores Álvaro Santos Simões Júnior (UNESP/Assis) e Kelcilene Grácia-Rodrigues (UFMS/CPTL) pelo trabalho "Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela".

  • Dia 12 de março, às 9h30, em Campo Grande, palestra do professor doutor Ariovaldo José Vidal (USP), que falará tendo por tema o narrador em narrativas brasileiras do século XX.

  • Dia 12 de março, às 13h30, em Campo Grande, Banca de Defesa de Pauliane Amaral, que será arguida pelos professores doutores Ariovaldo José Vidal (USP) e Maria Adélia Menegazzo (UFMS/CCHS) pelo trabalho "A função-autor no roman à clef: um estudo sobre personagem e narrador no romance O inferno é aqui mesmo, de Luiz Vilela".

  • Dia 3 de abril, às 14h30, em Três Lagoas, Banca de Defesa de  Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva, que será arguida pelas professoras doutoras Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG) e Eliana da Mota Bordin de Sales (UFMS/CPar) pelo trabalho "Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no ambiente escolar".

  • Dia 3 de abril, às 19h30, em Três Lagoas, palestra da professora doutora Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG), que falará tendo por tema o espaço em narrativas brasileiras contemporâneas.

                 Registramos, com satisfação, o ingresso no GPLV dos  seguintes pesquisadores: 

    1. Eunice Prudenciano de Souza (doutora em Estudos Literários pela UNESP/Araraquara);
    2. Jorge Augusto Balestero (mestrando em Letras pela UFMS/CPTL);
    3. Lucas Fernando Gonçalves (mestrando em Estudos de Linguagens pela UFMS/CCHS);  e 
    4. Waleska Rodrigues de Matos Oliveira Martins (doutoranda na UNESP/Araraquara).

              O coordenador do GPLV, professor Rauer, aguarda para o mês de março o relatório de avaliação das atividades desenvolvidas pelo Grupo em 2012; a avaliação está sendo realizada por um avaliador externo, conforme previsto no projeto de constituição do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela. O relatório será divulgado aqui no Blog assim que tramitar institucionalmente.

    domingo, 18 de novembro de 2012

    Comentários sobre "A cabeça" e sobre "Bóris e Dóris"


    Eduardo Carvalho



    Uma cabeça

    Estava esperando muito de A cabeça, do Luiz Vilela. Li Bóris e Dóris e gostei do ritmo, dos diálogos, das piadas. Gostei também do caráter um pouco patético dos personagens e do ambiente: um gerente conversando com sua mulher antes da convenção da empresa, numa cidade tipo Águas de Lindóia. É um livro engraçado nos detalhes mais superficiais  por causa da forma prática como o Bóris leva a vida  e espiritualmente triste, amargo. É um diálogo entre pessoas  um casal, aliás  que faz graça dos problemas que não consegue resolver. É de um cinismo simples, mas constante.
    Mas não achei muita coisa nos dez contos de A cabeça. Os títulos são até bons, sugestivos: "Suzi", "A rua da amargura", "Freiras em férias", etc. Mas um, dois parágrafos em prosa, para Luiz Vilela, é muito. Não porque ele escreva mal. É que seus diálogos são perfeitos, e a gente não quer saber de introdução: a gente quer é ouvir a Suzi falando. Luiz Vilela escreve melhor quando não escreve, e em A cabeça ele escreve, digamos, um pouco demais.
    A cabeça tem um clima simbolista que me incomoda. Talvez seu texto comprimido precise de imagens fortes  uma cabeça no asfalto, etc.  para se expressar. Só que de novo: não me parece que seu talento seja o de trabalhar grandes idéias. Seus melhores personagens são pessoas sem idéias. Bóris, por exemplo, é um vácuo espiritual. Mas as suas frases são tão naturais, tão fluentes que às vezes ele parece um homem sensato. Como vários Bóris soltos por aí: cobertos por carne e recheados com vento.