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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Antonio Candido: dois registros sobre Luiz Vilela

"NO FIM, SÓ CONVERSAS DE ESCRITORES"
Texto de João Magalhães, fotos de José Pinto, enviados especiais.
Jornal da Tarde 4.7.69



"A NOVA NARRATIVA"

           Muitos autores mantêm uma linha que se poderia chamar de mais tradicional, sem dizer com isto que seja convencional, pois na verdade operam dentro dela com audácia ― no tema, na violação dos usos literários, na procura de uma naturalidade coloquial que vem sendo buscada desde o Modernismo dos anos 20 e só agora parece instalar-se de fato na prática geral da literatura.               Pode-se mencionar neste rumo a obra discreta de Luiz Vilela, escritor bastante fecundo que estreou em 1967 com um volume de contos.

CANDIDO, Antonio. A educação pela noite & outros
ensaios. São Paulo: Ática, 1987. p. 211-212.

Texto lido em outubro de 1979, com o título "O papel do Brasil na nova narrativa", no Woodrow Wilson Center for Sholars, em Washington. Publicado em "Novos Estudos", Cebrap, I, 1, São Paulo, 1981, na "Revista de Crítica Literaria Latinoamericana", VII, 14, Lima, 1982, e no livro coletivo "Más allá del boom: literatura y mercado", México, Marcha, 1982; e em "Casa de las américas", 136, Havana, 1983.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

LUIZ VILELA E RUBEM BRAGA

                Rubem Braga, o “sabiá da crônica”, que nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, em 12 de janeiro de 1913, faria em 2013 cem anos. A data está sendo lembrada e comemorada pela imprensa de todo o país.
            Rubem Braga foi um dos autores fundamentais na formação literária de Luiz Vilela, conforme este, por mais de uma vez, declarou em suas entrevistas e depoimentos.
            Vilela começou a lê-lo ainda adolescente, em Ituiutaba, na Manchete, e depois no Diário de Notícias, do Rio. Mais tarde, em Belo Horizonte, comprou o seu livro 100 Crônicas Escolhidas, que tinha acabado de sair. O livro aparece numa das crônicas que Vilela, então com 15 anos, mandava regularmente da capital mineira para um jornal de sua cidade, a Folha de Ituiutaba.
            Oito anos depois, em 1963, quando Vilela, com 23 anos, tentava a publicação de seu primeiro livro, de contos, uma das editoras a que enviou os originais foi a Editora do Autor, de Rubem Braga e Fernando Sabino. Passado algum tempo, recebeu de volta os originais, acompanhados de uma carta explicando os motivos da recusa. A carta era assinada por Rubem Braga.
            Em 1968 Rubem Braga fez parte da comissão julgadora do I Concurso Nacional de Contos, do Paraná, concurso no qual Luiz Vilela, que já tinha, então, publicado seu primeiro livro, de contos, o Tremor de Terra, foi um dos premiados.
            Em 1979 foi realizada, em São Paulo, pela Secretaria Municipal de Cultura, a Semana do Escritor Brasileiro, e Luiz Vilela, com 36 anos, alguns livros publicados, e já bem conhecido do público e da crítica, foi convidado a participar. O mais novo da turma de escritores, ele falaria na mesma noite em que Rubem Braga, além de outros três escritores, falaria.
            Um imprevisto, porém, impediu que Vilela viajasse e ficasse conhecendo pessoalmente o escritor. Isto só veio a acontecer em 1985, no Congresso Brasileiro de Escritores, realizado também em São Paulo e do qual os dois faziam parte. Vilela viu Braga na saída de uma das sessões, no Teatro Sérgio Cardoso, mas não chegou a conversar com ele.
            A seguir, vão aqui reproduzidos a crônica de Luiz Vilela, a carta de Rubem Braga e o cartaz, frente e verso, da Semana do Escritor Brasileiro.




quarta-feira, 19 de junho de 2013

REUNIÃO DO GPLV - CONVITE

Caríssimos gepeelevistas,

Caros estudiosos da obra de Luiz Vilela,

Demais pesquisadores interessados na literatura brasileira contemporânea em geral ou, em específico, na obra de Luiz Vilela,

Convido-os para reunião do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela no dia 29 de junho, sábado, com início às 7h30, na Sala do 3º Ano de Letras, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas.

A reunião será dividida em dois blocos, um deles administrativo e outro acadêmico. 

No bloco acadêmico, haverá leitura - e debate - de estudos inéditos sobre a obra do Vilela, de autoria dos presentes, antecipando para os colegas textos que serão apresentados em eventos ou enviados para periódicos no segundo semestre de 2013.

No bloco administrativo, tomaremos conhecimento do teor do relatório das atividades do GPLV em 2011-2012, relatório que a professora Clara Ornellas entregará no dia anterior, e debateremos os projetos propostos para o biênio 2013-2014.

Convido-os, também, a comparecer à entrega do Relatório, no dia 28, às 13h30, no mesmo local da Reunião, momento em que a professora Clara fará uma palestra sobre a importância da pesquisa em acervos literários e com a fortuna crítica dos escritores e o modo de abordar essas questões em pesquisas de mestrado e de doutorado.

Conto com a sua presença. Para organização prévia do espaço, solicito a especial fineza de que me confirme, por e-mail e o quanto antes, a presença.

Cordial abraço,

Prof. 
Rauer.


P
rofessor de Literatura Brasileira na UFMS; Doutor em Estudos Literários pela UNESP de Araraquara; Pós-Doutor pela UERJ; atua no Mestrado em Letras da UFMS de Três Lagoa
 s e no Mestrado em Estudos de Linguagens, na UFMS de Campo Grande
; editor-chefe da 
Guavira Letrascoordenador do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela – GPLV

Grupo de Pesquisa Luiz Vilela: http://gpluizvilela.blogspot.com/

 
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sábado, 20 de abril de 2013

20 DE ABRIL DE 1967: LUIZ VILELA ESTREIA NA LITERATURA COM O LIVRO “TREMOR DE TERRA”


              Há 46 anos, no dia 20 de abril de 1967, Luiz Vilela estreava na literatura brasileira, lançando, numa livraria, em Belo Horizonte, seu livro, de contos, Tremor de Terra, que em seguida ganharia, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, tornando-o conhecido em todo o país.
              Para comemorar a data, este blog reproduz um recorte do jornal Estado de Minas, de 22 de abril de 1967, noticiando o lançamento e o prêmio. Reproduz também o que aqui, em diferentes ocasiões, já foi exibido: a capa do livro, uma foto do lançamento em Belo Horizonte, outra do autor em Brasília, no Hotel Nacional, no dia 21 de abril, data da entrega do prêmio, e, por fim, uma carta que, da capital federal, Luiz Vilela escreveu então a seus pais.







sábado, 6 de abril de 2013

"Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela"

A dissertação Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela, defendida no final de fevereiro por Rosana da Silva Araújo, está disponível no Blog. Para acessá-la, vá à aba Fortuna Crítica ou clique aqui. Eis o resumo do trabalho:

ARAUJO, Rosana da Silva. Ficção e história em Os novos, de Luiz Vilela. Três Lagoas, 2013. 121 fls. Dissertação (Mestrado, Letras, Estudos Literários) – UFMS/CPTL. Orientador: Rauer Ribeiro Rodrigues.
RESUMO: Esta dissertação estuda o primeiro romance de Luiz Vilela, Os novos, de 1971. Nosso objetivo central, na pesquisa, é analisar a relação entre ficção e história, evidente em Os novos, pois seu enredo encena a vida de jovens à procura de seu destino no início dos anos de chumbo do regime militar de 1964. Trabalhamos com a hipótese de que a arquitetura romanesca de Os novos, construída basicamente por diálogos, de modo questionador e irônico, representa por antítese a superestrutura autoritária e excludente do Brasil dos anos 60 do século XX. Para comprovar nossa hipótese, trilhamos o caminho da intensa tensão política e social do pós-64 e a relacionamos à ficção de Vilela. Voltamo-nos para o estudo das relações teóricas entre ficção e história, para a construção das personagens, para a fortuna crítica sobre o autor, para a construção dos diálogos e para o significado do título de Os novos. Concluímos que o romance e sua estrutura é antitético quanto à repressão política instaurada, ao silêncio e à ditadura, com diálogos que funcionam como contraposição ao contexto histórico. 
PALAVRAS-CHAVE: Diálogo, Fortuna Crítica, Oralidade, Personagem, Teoria literária.
Rosana integra o Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, tendo destacada atuação nas atividades do GPLV em seus dois primeiros anos de existência. Ingressou neste ano nos quadros do ensino público municipal da cidade de São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo, atuando como professora.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Defesas, qualificação e palestras movimentam o GPLV

          O início das atividades do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela em 2013 está movimentado, com três defesas, uma qualificação e duas palestras, que acontecerão entre 25 de fevereiro e 3 de abril. Eis as atividades programadas:

  • Dia 25 de fevereiro, às 8h30, em Três Lagoas, reunião dos integrantes do GPLV para traçarem metas e objetivos para o triênio 2013-2015.

  • Dia 25 de fevereiro, às 14h, em Três Lagoas, Banca de Qualificação de Raquel Celita Penhalves dos Reis, cujo trabalho, "O antropófago intertextual: a retomada por Luiz Vilela de Mark Twain e Ernest Hemingway", será avaliado pelos professores doutores Angela Guida (UFMS/CCHS) e José Batista de Sales (UFMS/CPTL).

  • Dia 26 de fevereiro, às 8h, em Três Lagoas, Banca de Defesa de Rosana da Silva Araújo, que será arguida pelos professores doutores Álvaro Santos Simões Júnior (UNESP/Assis) e Kelcilene Grácia-Rodrigues (UFMS/CPTL) pelo trabalho "Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela".

  • Dia 12 de março, às 9h30, em Campo Grande, palestra do professor doutor Ariovaldo José Vidal (USP), que falará tendo por tema o narrador em narrativas brasileiras do século XX.

  • Dia 12 de março, às 13h30, em Campo Grande, Banca de Defesa de Pauliane Amaral, que será arguida pelos professores doutores Ariovaldo José Vidal (USP) e Maria Adélia Menegazzo (UFMS/CCHS) pelo trabalho "A função-autor no roman à clef: um estudo sobre personagem e narrador no romance O inferno é aqui mesmo, de Luiz Vilela".

  • Dia 3 de abril, às 14h30, em Três Lagoas, Banca de Defesa de  Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva, que será arguida pelas professoras doutoras Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG) e Eliana da Mota Bordin de Sales (UFMS/CPar) pelo trabalho "Eros e civilização em Luiz Vilela: a repressão sexual em contos no ambiente escolar".

  • Dia 3 de abril, às 19h30, em Três Lagoas, palestra da professora doutora Sandra Regina Goulart Almeida (UFMG), que falará tendo por tema o espaço em narrativas brasileiras contemporâneas.

                 Registramos, com satisfação, o ingresso no GPLV dos  seguintes pesquisadores: 

    1. Eunice Prudenciano de Souza (doutora em Estudos Literários pela UNESP/Araraquara);
    2. Jorge Augusto Balestero (mestrando em Letras pela UFMS/CPTL);
    3. Lucas Fernando Gonçalves (mestrando em Estudos de Linguagens pela UFMS/CCHS);  e 
    4. Waleska Rodrigues de Matos Oliveira Martins (doutoranda na UNESP/Araraquara).

              O coordenador do GPLV, professor Rauer, aguarda para o mês de março o relatório de avaliação das atividades desenvolvidas pelo Grupo em 2012; a avaliação está sendo realizada por um avaliador externo, conforme previsto no projeto de constituição do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela. O relatório será divulgado aqui no Blog assim que tramitar institucionalmente.

    sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

    CARANDÁ nº. 3

    A pesquisadora Wania de Sousa Majadas, doutora em literatura, tendo estudado a obra de Luiz Vilela no mestrado (1992) e no doutorado (2004), deixou na gaveta, por quase dez anos, uma resenha sobre a coletânea de contos A cabeça, lançada em 2002. A resenha veio a público no ano passado, na Carandá nº. 3, da página 301 à página 307. Abaixo, na imagem, estão os links de acesso à Revista.

    Majadas é autora de O diálogo da compaixão na obra de Luiz Vilela, lançado em 2000 e reeditado em 2011, e de Silêncio em prosa e verso: minério na fratura das palavras, lançado em 2007.

    Confira, logo após os links de acesso, o sumário do terceiro número da Carandá - Revista do Curso de Letras do Câmpus do Pantanal da UFMS.

    Clique na imagem e leia a revista na internet; clique nos dados de identificação, abaixo da imagem, e baixe a revista em seu computador:

    CARANDÁ
    Revista do Curso de Letras do Câmpus do Pantanal – UFMS,
    Corumbá, MS, maio 2011, n. 3


    SUMÁRIO
     

    ARTIGOS

    O uso do comercial para o ensino de estratégias discursivas
    Ana Claudia Turcato
    Aurora Gedra Ruiz Alvarez
     
    Palavra e poder
    Carlos Antônio Magalhães Guedelha
     
    Políticas linguísticas, representação e identidade no contexto plurilíngue brasileiro: panorama de um estudo em desenvolvimento na Amazônia Ocidental
    Edson Santos da Silva Júnior
    Mônica Maria Guimarães Savedra
       
    Memória e interdiscurso: questões e reflexões
    Fábio Araújo Oliveira
       
    Observações preliminares sobre a técnica narrativa n’O Ateneu, de Raul Pompéia
    Franco Baptista Sandanello
      
    Terceira idade: uma proposta de estudo sobre o leitor e sua memória de leitura
    Luciana Santos de Oliveira
      
    Percepção de sons de língua estrangeira pelo modelo de assimilação perceptual
    Mara Silvia Reis
      
    A água e a seca: atalhos da oralidade
    Maria Generosa Ferreira Souto
       
    Textualidade: uma abordagem sobre seus critérios
    Midiã da Silva Borges Gomes
    Rosângela Maria Bessa Vidal
       
    A dinâmica lexical da linguagem jornalístico-política em
    textos escritos em língua portuguesa contemporânea
    na última década do século XX
    Pedro Antonio Gomes de Melo
       
    A tradução como criação literária e as escolhas do tradutor
    Rafaella Dias Fernandez
     
    A criação do fantástico e do efeito de ambiguidade em “O capitão
    do Estrela Polar”, de Sir Arthur Conan Doyle
    Adolfo José de Souza Frota
       
    A epopeia de Silviano Santiago: viagens na dependência cultural latino-americana
    Angela Mascarenhas Santos
       
    Sociedade e subjetividade em Os ratos, de Dyonélio Machado
    Bárbara Del Rio Araujo
       
    “A presença de tudo sempre perguntando” – a poesia de Alexander Search
    Cíntia França Ribeiro
       
    O contador de estórias: exercício do imaginário e da invenção
    Rita Maria  Baltar Van Deer Laan
    Ane Carolina Randig Tavares
    Gisley Monteiro de Monteiro
       
    O processo de formação d“A romana”: anotações sobre o romance de Alberto Moravia
    Luciano Marcos Dias Cavalcanti
    Cilene Margarete Pereira
       
    Pornoerotismo ou arte pornoerótica? — A escritura obscena de Hilda Hilst
    Mailza R. Toledo e Souza
       
    A questão da morte e a existência humana: uma leitura de Aparição, de Vergílio Ferreira
    Maria Cláudia Simões
       
    A palavra (real) nada suave: alguns apontamentos sobre a poesia de Orides Fontela
    Moisés Nascimento
       
    Aspectos da estética barroca/neobarroca em Concerto barroco
    Thiago Miguel Andreu
       
    Almeida Garrett: a estética romântica nas artes cênicas portuguesas
    Edson Santos Silva
       
    Recepcionando Saramago: teoria, reflexão e prática em Todos os nomes e O homem duplicado
    Rosemary Conceição dos Santos
     

    LITER’ARTES

    POESIA:

    A poesia é um raro momento de liberdade!
    Alexandre Paulo Loro


    DOSSIÊ

    Sintagma Verbal Simples: Verbos Apresentacionais Existenciais
    Renan Bernardes Viani
    Christian Botelho Borges
     Ivo Santos Escobar
    Monise Martinez
    Olívia Bueno Silva Fortes
    Marcelo Módolo



    RESENHA

    Palavra e silêncio em Luiz Vilela
    Wania de Sousa Majadas



    SERVIÇO

    CARANDÁ  —  Chamada e Normas Para Colaborações