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domingo, 1 de setembro de 2013

Um registro do 2º Concurso de Contos Luiz Vilela

Reproduzimos abaixo notícia publicada em 14 de dezembro de 1984, no Jornal Cidade de Ituiutaba, que — sob o título “Lucacildo, Eurípedes e Najay, os premiados do Concurso de Contos Luiz Vilela” — traz informações sobre a realização do 2º Concurso de Contos Luiz Vilela, referindo-se ainda ao 1º CCLV, realizado no ano anterior.

Desde então, o Concurso de Contos Luiz Vilela foi realizado de modo ininterrupto até a 21ª edição, sendo descontinuado em 2012, conforme registros aqui, aquiaqui e aqui.

  



sábado, 20 de abril de 2013

20 DE ABRIL DE 1967: LUIZ VILELA ESTREIA NA LITERATURA COM O LIVRO “TREMOR DE TERRA”


              Há 46 anos, no dia 20 de abril de 1967, Luiz Vilela estreava na literatura brasileira, lançando, numa livraria, em Belo Horizonte, seu livro, de contos, Tremor de Terra, que em seguida ganharia, em Brasília, o Prêmio Nacional de Ficção, tornando-o conhecido em todo o país.
              Para comemorar a data, este blog reproduz um recorte do jornal Estado de Minas, de 22 de abril de 1967, noticiando o lançamento e o prêmio. Reproduz também o que aqui, em diferentes ocasiões, já foi exibido: a capa do livro, uma foto do lançamento em Belo Horizonte, outra do autor em Brasília, no Hotel Nacional, no dia 21 de abril, data da entrega do prêmio, e, por fim, uma carta que, da capital federal, Luiz Vilela escreveu então a seus pais.







sábado, 6 de abril de 2013

"Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela"

A dissertação Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela, defendida no final de fevereiro por Rosana da Silva Araújo, está disponível no Blog. Para acessá-la, vá à aba Fortuna Crítica ou clique aqui. Eis o resumo do trabalho:

ARAUJO, Rosana da Silva. Ficção e história em Os novos, de Luiz Vilela. Três Lagoas, 2013. 121 fls. Dissertação (Mestrado, Letras, Estudos Literários) – UFMS/CPTL. Orientador: Rauer Ribeiro Rodrigues.
RESUMO: Esta dissertação estuda o primeiro romance de Luiz Vilela, Os novos, de 1971. Nosso objetivo central, na pesquisa, é analisar a relação entre ficção e história, evidente em Os novos, pois seu enredo encena a vida de jovens à procura de seu destino no início dos anos de chumbo do regime militar de 1964. Trabalhamos com a hipótese de que a arquitetura romanesca de Os novos, construída basicamente por diálogos, de modo questionador e irônico, representa por antítese a superestrutura autoritária e excludente do Brasil dos anos 60 do século XX. Para comprovar nossa hipótese, trilhamos o caminho da intensa tensão política e social do pós-64 e a relacionamos à ficção de Vilela. Voltamo-nos para o estudo das relações teóricas entre ficção e história, para a construção das personagens, para a fortuna crítica sobre o autor, para a construção dos diálogos e para o significado do título de Os novos. Concluímos que o romance e sua estrutura é antitético quanto à repressão política instaurada, ao silêncio e à ditadura, com diálogos que funcionam como contraposição ao contexto histórico. 
PALAVRAS-CHAVE: Diálogo, Fortuna Crítica, Oralidade, Personagem, Teoria literária.
Rosana integra o Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, tendo destacada atuação nas atividades do GPLV em seus dois primeiros anos de existência. Ingressou neste ano nos quadros do ensino público municipal da cidade de São José do Rio Preto, no Estado de São Paulo, atuando como professora.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

MESTRANDAS DO GPLV FAZEM EXAME DE QUALIFICAÇÃO

As mestrandas fundadoras do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela pertencentes à turma de 2011 do Mestrado em Letras, da UFMS de Três Lagoas, e do Mestrado em Estudos de Linguagens, da UFMS de Campo Grande, cumprindo o Regimento dos respectivos programas de pós-graduação, realizam neste semestre seus Exames de Qualificação.

Pauliane Amaral, com o trabalho A função-autor no roman à clèf: um estudo sobre personagem e narrador em O inferno é aqui mesmo, romance de Luiz Vilela, fez seu Exame de Qualificação, em Campo Grande, no dia 1º de agosto de 2012, em banca presidida pelo orientador, prof. Rauer Ribeiro Rodrigues, sendo arguidoras as professoras Kelcilene Grácia-Rodrigues e Maria Adélia Menegazzo.

Janaína Paula Malvezzi Torraca da Silva, com o trabalho Eros e Civilização em Luiz Vilela: a Repressão Sexual em contos no ambiente escolar, fez seu Exame de Qualificação em Três Lagoas em 31 de agosto de 2012, em banca presidida pelo orientador, prof. Rauer Ribeiro Rodrigues, sendo arguidores os professores Eliane da Mota Bordin de Sales e Ricardo Magalhães Bulhões.

Rosana da Silva Araújo, com o trabalho Ficção e História em Os novos, de Luiz Vilela, fará seu Exame de Qualificação em Três Lagoas em 10 de setembro de 2012, em banca a ser presidida pelo orientador, prof. Rauer Ribeiro Rodrigues, tendo por arguidores os professores Antonio Rodrigues Belon e Kelcilene Grácia-Rodrigues.

Raquel Celita Penhalves dos Reis, cujo trabalho O antropófago intertexual: a retomada, por Luiz Vilela, das obras de Ernest Hemingway e Mark Twain é orientado pelo prof. Rauer Ribeiro Rodrigues, tem seu Exame de Qualificação previsto para novembro de 2012, em Três Lagoas.

No momento, na UFMS, também estudam a obra de Luiz Vilela os mestrandos Anna Caroline Assis Fioravante, que ingressou no Mestrado em Letras, em março deste ano, com o projeto A fortuna crítica do romance Perdição, de Luiz Vilela, e Lucas Fernandes Gonçalves, que ingressou no Mestrado em Estudos de Linguagens em agosto de 2012, e que desenvolverá o projeto O ceticismo no romance Graça, de Luiz Vilela. Esses dois mestrandos também são orientandos do prof. Rauer Ribeiro Rodrigues, coordenador do GPLV.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fábio Lucas: "Perdição" é "obra-prima"

Em email à professora Wania de Sousa Majadas, o crítico literário Fábio Lucas comentou o romance Perdição, de Luiz Vilela. Wania solicitou autorização para repassar-nos a mensagem, visando a, aqui no blog, publicá-la. Fábio Lucas, gentilmente, concordou. Eis a mensagem, na qual o professor também qualifica os acontecimentos que redundaram na extinção do Concurso de Contos Luiz Vilela:
     
Em 16 de junho de 2012 11:17, Fábio Lucas <xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx> escreveu:

Wania Majadas, minha cara amiga:


Li, deslumbrado, o último romance de Luiz Vilela. Obra-prima. Há muito não vejo ficção como aquela, Perdição. Surpreendeu-me, eu o julgava mais contista. Desejei escrever a respeito, mas até agora foi impossível. Saúde, idade e compromissos roubaram-me o tempo. Quis também falar dos contos de Francisco de Morais Mendes em Onde terminam os dias. Notáveis. Igualmente os de Vilma Arêas,Vento Sul. Agora, por você, soube do papelão da Fundação Cultural de Ituiutaba.


Receba o melhor abraço do


Fábio Lucas

terça-feira, 12 de junho de 2012

Ituiutaba discute extinção do CCLV

Do G1 Triângulo Mineiro - 12/06/2012 20h45 - Atualizado em 12/06/2012 20h45



Escritor de Ituiutaba, MG, pede que 

nome seja retirado de concurso 


Luiz Vilela diz que não foi informado sobre mudanças no regulamento.


Para Fundação Cultural, problema poderia ter sido evitado com telefonema.


                                               Luiz Vilela, em maio de 2011, em foto de Pauliane Amaral, do GPLV

Um escritor de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, se sentiu ofendido ao ter visto mudanças significativas no regulamento de um concurso de contos criado pela Fundação Cultural da cidade. Com isso, pediu para que o nome dele fosse retirado do título. Após a polêmica, Luiz Vilela não quis falar sobre o assunto, mas reafirmou o posicionamento.

Mas a polêmica poderia ter sido evitada, segundo Robert Rangel, presidente da Fundação Cultural. “A mudança não foi sem autorização porque ele poderia, inclusive, ligar para a gente e discutir sobre a iniciativa da comissão. A modificação não foi radical, ela apenas aprimorou para receber e dar mais transparência aos contos quando chegassem em Ituiutaba,” ressaltou.

Criado em 1984, o concurso tem o intuito de estimular e descobrir novos talentos. O nome foi uma homenagem ao trabalho do escritor Luiz Vilela, reconhecido pela crítica internacional. Depois de 28 anos a instituição que realiza o concurso resolveu fazer mudanças. O escritor disse não ter sido informado sobre as alterações e que nas últimas mudanças também não foi avisado.

“Houve uma comissão cultural que mandou o documento ano passado para a Fundação explicando que se essas mudanças ocorressem sem o Luiz Vilela ficar sabendo ele retiraria o nome dele. Ele não pensou duas vezes”, comentou o também escritor, Edson Muniz.

O escritor tijucano Luiz Vilela tem obras reconhecidas como “Tremor de Terra”, que ganhou o prêmio nacional de ficção em 1967. O terceiro livro de contos lançado em 1970 “Tarde da Noite”, foi adaptado pela Rede Globo e exibido em rede nacional.Agora o concurso vai ganhar outro nome que ainda não foi definido. A sugestão da comissão é “Concurso de Conto de Ituiutaba Águas do Tijuco”. Depois das mudanças, o diretor da Academia de Letras, Ênio Eustáquio Ferreira, ainda acredita que os candidatos não serão prejudicados. “O que interessa para os escritores é que haja o concurso com premiação boa e com a fabricação de livro”, conclui.


Veja reportagem da Rede Globo local em: 


sábado, 2 de junho de 2012

Whisner fala sobre o Concurso de Contos Luiz Vilela


Algumas palavras sobre o Concurso de Contos Luiz Vilela

Talvez os ituiutabanos não tenham uma ideia muito clara da importância do Concurso Luiz Vilela, que, durante mais de vinte anos, premiou contistas do país inteiro. O certame, que dava ao vencedor uma boa quantia em dinheiro, que recebia, a cada edição, em torno de mil trabalhos concorrendo ao prêmio, levava o nome de minha cidade natal aos cantos mais recônditos do Brasil. Digo isso com conhecimento de causa, pois, por onde quer que eu vá, quando respondo sobre Ituiutaba, logo já a conectam ao concurso.
Os livros editados com os dez melhores trabalhos circulam por todos os cantos. Recebo com frequência e-mails de gente pedindo exemplares, interessados em ler os contos selecionados. Quando relacionam o prêmio à cidade, logo pensam que aqui há políticos que valorizam a cultura, que reconhecem o valor da literatura. E é fato que deve ser louvado.
Estamos cansados de saber que uma parcela significativa da população saiu da faixa de pobreza, alcançando o status de consumidora. Os da classe C migraram para a B, os da B para a A, fazendo com que nosso povo tivesse acesso aos bens de consumo, embora continue sem acesso aos bens culturais, seja por desinteresse, seja por falta de dinheiro mesmo. Ações que saiam à captura de leitores só podem ser louvadas.
Posso garantir a qualquer um que venha me questionar, que os mil exemplares editados com os dez contos vencedores alcançam uma enormidade de leitores. Um livro em uma biblioteca, um livro lançado ao mundo, é sempre uma surpresa. Como vencedor da edição de 2007 do Prêmio Luiz Vilela, como autor selecionado em quatro outras oportunidades, posso afirmar que a antologia fez muita diferença em minha carreira.
Graças ao concurso, meu nome chegou aos ouvidos de antologistas e de pesquisadores que se interessaram pela minha escrita. Fui convidado a participar de importantes obras, caso da Geração zero zero, que mapeou os melhores escritores contemporâneos da década passada. Meu nome, de boca em boca, alcançou uma pesquisadora norte-americana, que passou a estudar meus dois últimos livros com seus alunos de pós-graduação. De boca em boca, minha prosa encontrou uma editora alemã, que se interessou pelo que faço e que traduzirá um texto meu para a Feira de Frankfurt, em 2013.
Poderia ficar aqui defendendo o concurso durante horas, mas acho que já dei uma boa amostra do meu pensamento. Por motivos que não pretendo abordar neste texto, o prêmio deixa de levar o nome do escritor ituiutabano mais conhecido no Brasil e no mundo. Não tenho dúvida nenhuma que grande parte do sucesso do Concurso Luiz Vilela se deveu ao fato de que o próprio Vilela gerenciava todos os passos do certame. Parece-me que ficou decidido que continuará a existir um prêmio literário em Ituiutaba, só que com outro nome. Não sei se será a mesma coisa, mas espero que sim.

Publicado inicialmente em http://whisnerfraga.wordpress.com/2012/06/01/algumas-palavras-sobre-o-concurso-de-contos-luiz-vilela/, em 1º de junho de 2012, às 9h50.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fundação Cultural divulga nota

A assessoria de imprensa da Fundação Cultural de Ituiutaba, em email enviado hoje, divulgou nota sobre o Concurso de Contos que, por vinte e uma edições, recebeu o nome do escritor Luiz Vilela. A nota, até esse momento, não foi publicada no site da Fundação. Eis a reprodução do email que recebemos:



terça-feira, 22 de maio de 2012

Concurso de Contos é modificado e Luiz Vilela desautoriza Fundação Cultural

O Concurso de Contos Luiz Vilela é dos mais tradicionais e antigos hoje no País. Caracterizou-se, sempre, pela notável qualidade de suas Comissões Julgadoras, pela alto valor de sua premiação (durante anos foi o maior prêmio literário do Brasil), pela clareza, constância e equilíbrio de seu regulamento, pela qualidade dos contos concorrentes, pelos nomes que divulgou e por revelar novos talentos da ficção brasileira.

Em termos estruturais, na quase totalidade dos 21 concursos realizados até o ano passado, o prêmio era oferecido pela Prefeitura de Ituiutaba, a organização era feita pela Fundação Cultural de Ituiutaba e Luiz Vilela, como autor homenageado e cuja chancela referendava o Concurso no meio literário nacional e internacional, elaborava o regulamento e indicava as comissões julgadoras.

Tais fatos, públicos, foram divulgados em artigos diversos publicados nos últimos vinte anos na imprensa de Ituiutaba, seja por meio de informações oriundas da Prefeitura local, seja na divulgação do concurso ou de seus resultados, seja em avaliações do concurso por parte de jornalistas ou agentes culturais.

O 22º Concurso foi lançado há poucos dias (veja, aqui, nota de hoje em site especializado na divulgação de concursos literários; veja, aqui, o regulamento do concurso anterior). Por não seguir os critérios até então observados para a realização do Concurso, por não ter sido consultado e por sequer ter sido informado do lançamento dessa nova edição do Concurso, o escritor Luiz Vilela divulgou nota, que reproduzimos abaixo:


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

20º. Concurso de Contos Luiz Vilela

O volume com os dez melhores contos do 20º. Concurso de Contos Luiz Vilela foi lançado, pela Fundação Cultural de Ituiutaba, no final de 2011. A Comissão Organizadora dessa edição do Concurso foi formada por Cláudio Willer, Luzilá Gonçalves Ferreira e Sérgio Rodrigues. Nesta sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012, um dos selecionados, o escritor Uili Bergamin, registrou em seu blog a seguinte nota:
Recebi na semana passada 10 exemplares do livro/antologia do "20º Concurso Nacional de Contos Luiz Vilela", o mais conhecido e disputado concurso de contos do Brasil. Entre os quase mil inscritos, apenas 10 foram selecionados para compor o livro, e entre eles está o meu
"A insustentável leveza do sonho", texto muito elogiado, premiado e que inclusive foi matéria de TV em meados de 2011, pela UCS TV de Caxias do Sul. É também a narrativa que abre minha coletânea Contos de Amores Vãos. Em tempo, o conto é inspirado na vida e experiência
do meu amigo, Sr. Nilton Scotti.
Bergamin nasceu, em 1979, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, tendo residido em Cotiporã e se fixado em Caxias do Sul. Já foi premiado em diversos concursos literários, nacionais e internacionais. É autor de cinco livros (dois de contos, uma novela, um de poesia e um juvenil), e atua como jornalista. Seu blog é o http://uilibergamin.blogspot.com/, e a nota sobre o Concurso de Contos - reproduzida acima - está em http://uilibergamin.blogspot.com/2012/02/luiz-vilela.html.

Os dez autores que compõem o volume 20º. Concurso de Contos Luiz Vilela, cujo trabalho de editoração esteve a cargo da EGIL - Editora Gráfica Ituiutaba Ltda., são os seguintes: Állex Leilla (BA), Antonio Barreto (MG), Bethânia Pires Amaro (BA), Éder Rodrigues (MG), Elisabete Carvalho Peiruque (RS), Emir Ross (RS), Rosita Samarani Prates (RS), Thomé de Oliveira (SP), Uili Bergamin (RS) e Whisner Fraga (MG).