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terça-feira, 8 de abril de 2014

Estudo sobre Luiz Vilela é publicado em Portugal, na Revista "Forma Breve", da Universidade de Aveiro

         Um artigo sobre o gênero novela na obra de Luiz Vilela foi publicado na 10ª edição da Revista "Formas Breves", da Universidade de Aveiro, em Portugal. A obra de Vilela conta, até o momento, com três novelas, sete coletâneas de contos, cinco romances e quinze antologias. O escritor anunciou recentemente que tem uma nova novela pronta, estimando que ela será lançada ainda neste ano, e que trabalha em um novo romance.

           O artigo, do coordenador do GPLV, professor Rauer Ribeiro Rodrigues, trata das características estruturais de "O choro no travesseiro" (1979), "Te amo sobre todas as coisas" (1994) e "Bóris e Dóris" (2006), as três novelas de Luiz Vilela lançadas até o momento. Veja, abaixo, notícia do lançamento da 10ª edição da Revista "Forma Breve". E veja na aba Fortuna Crítica outros estudos sobre a obra de Luiz Vilela.



Publicações
Publicação dedicada ao estudo da narrativa breve
Disponível 10ª edição da Revista "Forma Breve"
1.4.2014
Forma Breve
Inteiramente subordinado ao tema "a novela", encontra-se já disponível a 10ª edição da "Forma Breve", revista de literatura dirigida por António Manuel Ferreira, docente do Departamento de Línguas e Culturas da Universidade de Aveiro.
Com uma periodicidade anual, forma breve procura dar visibilidade crítica a géneros que nem sempre têm merecido a devida atenção, reservando-se sempre um espaço para a publicação de estudos acerca de outras formas curtas. Depois do conto, do poema em prosa, da crónica e da fábula, entre outros, é a vez da novela ser a heroína desta revista. 
Este número inclui artigos de Luiz Gonzaga Marchezan, António Manuel Ferreira, Sara Reis da Silva, Mónica Serpa Cabral, Anabela Martins Coutinho, Marcelo Tadeu Schincariol, Rauer Ribeiro Rodrigues, Manuel José Matos Nunes, Silvie Spánková, Lola Geraldes Xavier, Érica Antunes Pereira, Noélia Duarte, Simone Caputo Gomes, Martins José Chelene Mapera, Diana Junkes Bueno Martha, Danilo Bueno, Juliana Primi, Francisco Maciel Silveira, Rui Medeiros Alvarenga e Márcia Seabra Neves.
A revista apresenta, ainda, uma secção com a apresentação das dissertações de Noélia de Lurdes Vieira Darte, Sílvia Cunha e Anabela da Naia Sardo, bem como uma recensão de autoria de Erik Van Achter.
Edição: Universidade de Aveiro
Director: António Manuel Ferreira, docente no Departamento de Línguas e Culturas

             Para  acessar  a  página  da  Revista  "Forma  Breve", clique aquiA chamada para a próxima edição, tendo por tema o microconto, está aberta.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Luiz Vilela, o antropófago mineiro

          A dissertação de mestrado de Raquel Celita Penhalves dos Reis, intitulada O antropófago mineiro: um estudo sobre a ficção de Luiz Vilela, está disponível na aba Fortuna Crítica. Para baixá-la, clique aquiComentários sobre o depósito da dissertação no Mestrado em Letras da UFMS de Três Lagoas estão postados aqui.

        Reproduzimos, abaixo, o resumo da dissertação.


REIS, Raquel Celita Penhalves dos. O antropófago mineiro: Um estudo sobre a ficção de Luiz Vilela. Três Lagoas, 2013, 200 fls. Dissertação (Estudos Literários) – UFMS/CPTL.
Resumo: Esta dissertação examina os graus de relação intertextual de algumas narrativas da ficção de Luiz Vilela que se assemelham, de alguma forma, às histórias ou romances de alguns autores de língua inglesa Para alcançar nosso objetivo, comparamos as seguintes narrativas, que compõem o nosso corpus: O conto de Vilela "Meus oito anos”, As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain, e o conto “O barril de Amontillado”, de Edgar Allan Poe; os temas de "Colinas como elefantes brancos" e "The Sea Change", de Ernest Hemingway, que podem ser encontrados em "Branco sobre vermelho" e "Olhos Verdes", de Vilela; "Felicidade", de Vilela, é comparado a“Bliss", de Katherine Mansfield, ao passo que "Os mortos que não morreram" remetemos a "Os mortos", de James Joyce. Como referencial teórico, utilizamos Literatura Comparada, de Sandra Nitrini, A intertextualidade, de Tiphaine Samoyault, Flores da escrivaninha, de Leyla Perrone Moisés, Ladrões de palavras, de Michel Schneider, Oswald canibal, de Benedito Nunes, e o "Manifesto Antropófago", de Oswald de Andrade. Eis nossos problemas: I) Como as literaturas de língua inglesa surgem na ficção de Luiz Vilela?; II) com que intensidade há a retomada de outros autores?; III) tais alusões intertextuais, citações ou referências devem – no presente caso –ser classificadas como plágio? Nosso entendimento é de que, à luz do nosso referencial, o autor mineiro Luiz Vilela retoma criticamente diversas narrativas das literaturas de língua inglesa para construir alguns de seus contos: ele é, portanto, mais do que um autor que se vale dos procedimentos intertextuais, um escritor legitimamente antropófago, realizando de maneira exemplar, na literatura brasileira, o ideário da antropofagia do modernismo.
Palavras-chave: Conto brasileiro, Epifania, Iceberg, Intertextualidade.