sábado, 28 de maio de 2016

PEÇA TEATRAL BASEADA EM CONTOS DE LUIZ VILELA É PRORROGADA

O espetáculo Chuva, peça teatral constituída de cinco esquetes adaptados de contos do escritor Luiz Vilela e montagem do grupo Tábula Rasa, tem temporada prorrogada até 9 de junho no Teatro Cândido Mendes,  Ipanema-RJ.

A peça está em cartaz desde 07 de abril, às quartas e quintas, e conta com cenografia de Aurora dos Campos e iluminação de Tomás Ribas. Os vários contos – “Com seus próprios olhos”, “Mosca morta”, “Vazio”, “Solidão” e “Chuva” – se interligam pelas conversas íntimas das personagens, constituindo atmosfera densa que envolve o espectador em cada situação experienciada.  

Vale a pena conferir!





Mais informações pelo site:

Ou Facebook:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

ATA DA REUNIÃO DO GPLV EM 21 DE MAIO DE 2016

Ata da Reunião do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, GPLV, em 21 de maio de 2016, na UFMS, Câmpus de Três Lagoas. A co-coordenadora do GPLV, professora Eunice Prudenciano de Souza, abriu a reunião às 8h, agradecendo aos presentes e informando que Rodrigo Pereira Andrade e Igor Iuri Dimitri Nakamura justificaram a ausência. Seguindo a pauta, foram discutidos os seguintes pontos: 1. Informes: Nada a tratar. 2. Avaliação do 6º Seminário do GPLV e do 1º Seminário de Linguística de Aquidauana e organização dos Anais do evento: Natália, Marcos, Ângela, Maria do Socorro, Eunice, Rauer e Luciene avaliaram positivamente o evento. Rauer solicitou que constasse em ata o belíssimo trabalho do pessoal docente do Câmpus de Aquidauana, pois foi perceptível o comprometimento daquela equipe, assim como a calorosa recepção/acolhida do grupo no evento, afiançando possíveis futuras parcerias. Quanto à elaboração dos anais do evento, a presidente da reunião pediu a colaboração das pessoas para analisar os trabalhos enviados quanto à normalização dos mesmos. Natália sugeriu que os participantes do evento fossem avisados por email quanto ao fim do prazo e as normas para os trabalhos completos, o que foi aprovado. 3. Discussão sobre a organização do 7º Seminário do GPLV: Foi decidido que o evento acontecerá em novembro de 2016, no Câmpus de Três Lagoas, nos dias 23 à noite, 24 e 25, e que a coordenação do curso de graduação em Letras local será contatada a fim de se estabelecer uma parceria para a realização do evento. 4. Planejamento do 1º Dia Luiz Vilela, que o GPLV realizará em Ituiutaba, MG, no dia 20 de abril de 2017: Sugeriu-se que seriam realizadas atividades durante todo o dia 20 de abril de 2017, das 00h às 23h59min, com atividades pontuais a cada hora redonda. Foi sugerido que durante a madrugada sejam passados vídeos a respeito da vida e obra de Luiz Vilela, com ênfase no livro Tremor de Terra, de cujo lançamento então se comemorará 50 anos; que, durante o dia, sejam feitas leituras e esquetes; e que, durante a noite, seja realizado um simpósio sobre o livro Tremor de Terra. 5. Debate: A partir do texto “O canônico e o anticanônico em Luiz Vilela”, de Rauer Ribeiro Rodrigues, os presentes discutiram a respeito do processo de estabelecimento do cânone, dos paradigmas que o configuram, e de como a tradição de ruptura e de invenção que caracterizam o literário forjam a cada época um novo canônico a partir do anticanônico. Eunice, Luciene e Marcos trouxeram textos literários considerados anticanônicos, que foram também discutidos. 6. Expediente: Ficou decidida a data de 18 de junho de 2016 para a próxima reunião do GPLV. Nada havendo mais a tratar, os presentes assinaram a Ata. Ângela Nubiato Lopes. Elcione Ferreira da Silva. Eunice Prudenciano de Souza. Luciene Lemos de Campos. Marcos Rogério Heck Dorneles Maria do Socorro Pereira Soares Rodrigues do Carmo. Natália Tano Portela. Priscila Feliciano da Costa. Rauer Ribeiro Rodrigues. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV

CONVOCAÇÃO

Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela e convidados os demais interessados para reunião do GPLV no dia 21 de maio, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 8h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta: 
  
1. Informes; 

2. Avaliação do 6º Seminário do GPLV e I Seminário de Linguística de Aquidauana e organização dos Anais do evento;

3. Discussão sobre a organização do 7º Seminário do GPLV;

4. Planejamento do 1º Dia Luiz Vilela, que o GPLV realizará em Ituiutaba, MG, no dia 20 de abril de 2017;

5. Debate:
A partir do texto “O canônico e o anticanônico em Luiz Vilela”, de Rauer Ribeiro Rodrigues, recentemente publicado, apresentar e discutir textos ficcionais anticanônicos trazidos pelos presentes à reunião; solicita-se que os textos sejam enviados previamente aos demais integrantes do GPLV. Acesse o texto de Rauer aqui. 

6. Expediente.
  
Três Lagoas, 10 de maio de 2016.


Eunice Prudenciano de Souza/Co-coordenador do GPLV

sábado, 30 de abril de 2016

Episódio Orlando Sabino inspirou conto “O monstro”, de Luiz Vilela

       Entre março e abril de 1972, há 44 anos, uma série de assassinatos na região do Triângulo Mineiro ganhou as manchetes do país. Eis uma síntese do que ocorreu:

A imprensa de todo o país noticiou com destaques diários durante os meses de março a abril de 1972 sobre a existência de um criminoso sanguinário, que percorria a região do pontal do triângulo mineiro.
As vítimas eram abatidas com requintes de crueldade, através de armas de fogo ou de foice. Com a mesma violência o "Monstro do Triângulo" sacrificava igualmente animais das fazendas da região, difundindo o terror no seio das populações rurais. Os trabalhadores abandonaram suas lavouras, acarretando graves prejuízos de ordem social e econômica, ameaçando a própria sagra do período 71/72.
Após Exaustiva campanha militar que movimentou centenas de policiais de elite, especialmente formados em técnicas de guerrilha, auxiliados por cães amestrados e equipamentos modernos de intercomunicação, foi apresentado pela polícia, como o "monstro" um jovem de 25 anos, de cor negra, estatura baixa, compleição franzina, com sintomas de debilidade mental, identificado como Orlando Sabino. (In: http://scarparoclaudio.br.tripod.com/id22.html).

Orlando Sabino, preso
O episódio inspirou diversos escritores, entre eles Luiz Vilela, que escreveu um conto “O monstro”, inserido na coletânea O Fim de Tudo, lançada em 1973 (Prêmio Jabuti 1974), cuja 2ª. edição acaba de ser lançada pela Editora Record. O conto foi analisado em artigo de Pauliane Amaral e Rauer Ribeiro Rodrigues, do GPLV, disponível em < http://www.gelco2014.ueg.br/anais_gelco_2011.pdf > (p. 159-165). Os estudiosos tratam também de outros textos que abordam o tema, como a novela Drácula Tupiniquim, de Alciene Ribeiro Leite, e livros-reportagem sobre o episódio.

      Orlando Sabino foi um andarilho com problemas mentais, negro, sem familiares, sem trabalho, que viveu no Pontal do Triângulo Mineiro. Sua história é hoje reconhecida como um dos mais notáveis casos de mascaramento da recente e nada glamorosa história do país. Há fortes indícios de que Orlando Sabino foi preso pelos militares e acusado de ser o “monstro de Capinópolis” para ocultar uma operação anti-guerrilha na região, versão construída quando devido os vários assassinatos ocorridos em um curto espaço de tempo em sete cidades de Minas Gerais e Goiás e que espalharam pânico pela região.

Orlando Sabino, entre policiais que o prenderam
Para justificar a presença massiva de militares na região, que tinham o verdadeiro intuito de exterminar o exército guerrilheiro comandado por Carlos Marighella, espalhou-se a notícia de que haveria um “monstro” à solta na região do Pontal do Triângulo Mineiro cometendo esses crimes. Hoje, exames de perícia provam que algumas das supostas vítimas de Sabino foram assassinadas com armas de uso exclusivo dos militares. Depois de preso, Orlando Sabino ficou trinta e sete anos internado em uma instituição psiquiátrica judiciária em Barbacena (MG), sendo solto em 2011. Sabino faleceu em 2013, após sofrer um infarto, quando vivia em uma casa de repouso para deficientes mentais na mesma cidade.

A história do Monstro de Capinópolis serviu, além de inspiração para narrativas ficcionais de Luiz Vilela e Alciene Ribeiro Leite, de tema de livros e músicas, além de diversas reportagens. Destacam-se, nesta seara, as reflexões de Operação anti-guerrilha (1979), de Joaquim Borges, e o livro-reportagem O Monstro de Capinópolis (2011), de Pedro Popó. Em 2014 foi ao ar uma vídeo-reportagem produzida pelo canal SBT contando a história do “monstro de Capinópolis”. Entre as ficções que se inspiraram livremente na história de Orlando Sabino, temos Dinastia das Sombras (2006), de Carlos Alberto Luppi.

De maneira geral, podemos dizer que essas narrativas colocam em evidência os fatos que envolveram a prisão de Orlando Sabino, destacando diferentes elementos e produzindo diversos efeitos de sentido. Por exemplo, na novela de Alciene Ribeiro Leite ganha destaque a fissura que “o monstro” tinha por doces. Essa peculiaridade aproxima a personagem ficcional de seu modelo de carne e osso, pois, como ressaltada na reportagem do canal SBT, o vício pelos doces também era uma das características de Orlando Sabino.

Já a forma como a personagem do conto de Luiz Vilela é construída nos permite inferir que o suposto “monstro” possui deficiência mental, pois, quando capturado, não consegue elaborar respostas objetivas às perguntas feitas pelos policiais e repórteres que o interrogam. Essa limitação psíquica deixa evidente que o preso não possuía condições de se defender de quaisquer acusações. Vale ainda destacar que a narrativa de Luiz Vilela, além de evidenciar a atitude tendenciosa dos policiais, traz outra denúncia: a negligência da mídia que cobriu a prisão do criminoso e que endossa o discurso dos militares, tornando-se ao fim o “monstro” que dá título ao conto.

Abaixo, o Abstract do artigo de Pauliane e Rauer, com as referências, e links para mais informações sobre Orlando Sabino.


POINT OF VIEW AND FOCUS IN “O
MONSTRO”, BY LUIZ VILELA

ABSTRACT:
From the observation of autobiography aspect in Luiz Vilela’s works, our article investigates the transposition history/ficcion in the short story “O Monstro” (“The monster”, in free translation), from O fim de tudo (1973). This short story reworks a historical episode happened in 1972 during the military dictatorship. Then, were attributed to Orlando Sabino, a disturbed mental man, various crimes happened in place called Pontal from Triângulo Mineiro. In short story, Vilela recreates the moment that journalists e citizens wait to see the newly captured. The scenario of this short story is the police station where the accused is submitted to a press conference. The history from Sabino was examined in books like the non-ficcional Operação Anti-guerrilha (1979), by Joaquim Borges, O monstro de Capinópolis (2011), by Pedro Popó, the fiction Dinastia das Sombras, by Carlos Alberto Luppi, beyond the juveniles fiction Drácula Tupiniquim (1989), by Alciene Ribeiro Leite. Having this works like historical supports, the short story by Luiz Vilela and coming the study about the point of view and focus in the narrative, let’s compare to narrative from Alciene Ribeiro Leite, Drácula Tupiniquim, to expose the sense effects Vilela builds that recreate history in a fiction.

KEYWORDS: Autobiography. Fiction/history. Narrator.


REFERÊNCIAS:

AMARAL, Pauline; RODRIGUES, Rauer Ribeiro. Ponto de vista e focalização em "O monstro", de Luiz Vilela. II Encontro Regional do GELCO, agosto de 2011. Disponível em < http://www.gelco2014.ueg.br/anais_gelco_2011.pdf > (p. 159-165), acesso em 12 abr. 2016.

BORGES, J. Gabrielão Solé e outras histórias. Belo Horizonte: Inéditos, 1979.

BORGES, J. Operação Anti-guerrilha. Curitiba: Juruna, 1979, 90 p.

FRIEDMAN, N. “O ponto de vista na ficção – desenvolvimento de um conceito crítico”. Revista USP, São Paulo, n. 53, p. 166-182, mar.-maio 2002.

LEITE, L. C. M. O foco narrativo (ou A polêmica em torno da ilusão). São Paulo: Ática, 1985. 96 p. Série Princípios.

LEITE, A. R. Drácula Tupiniquim. Belo Horizonte: RHJ, 1989. 32 p.

LUPPI, C. A. Dinastia das sombras, O homem que matou Jesus Cristo. Rio de janeiro: Record, 2006. 359 p.

MACIEL, S. D; WIDER, M. R. de O. A questão autobiográfica em sala de aula: investigação em torno da obra de Luiz Vilela. In: GRÁCIA-RODRIGUES, K.; BELON, A. R.; RAUER [Rauer Ribeiro Rodrigues] (Orgs.). O universal & o regional. Campo Grande: UFMS, 2009. p. 163-176.

MAJADAS, W. de S. O Diálogo da Compaixão na obra de Luiz Vilela. 2. ed. Goiânia: Ed. PUCGO / Kelps, 2011.

MOISÉS, M. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 2004. 526 p.

POPÓ, P. O monstro de Capinópolis. Uberlândia, MG: Edição do autor, 2011. 100 p.

RAUER [Rauer Ribeiro Rodrigues]. Faces do conto de Luiz Vilela. Araraquara, SP, 2006. 2 volumes. Tese (Doutorado - Estudos Literários) - FCL-Ar, UNESP. Orientador: Luiz Gonzaga Marchezan.

REIS, C.; LOPES, A. C. M. Dicionário de teoria narrativa. São Paulo: Ática, 1988. 327 p.

REIS, C. O conhecimento da literatura. Introdução aos estudos literários. Coimbra: Almedina, 1999.

VILELA, L. O monstro. In: ______. O Fim de Tudo. Belo Horizonte: Liberdade, 1973. p. 91- 101. Conto. 2. ed., Rio de Janeiro: Record, 2016.



Sobre Orlando Sabino:






quarta-feira, 20 de abril de 2016

EM 20 DE ABRIL DE 1967 ERA LANÇADO O "TREMOR DE TERRA"

       Em 20 de abril de 1967 Luiz Vilela, aos 24 anos, lançava em Belo Horizonte, na Livraria do Estudante, seu primeiro livro, de contos, Tremor de Terra. Publicado à custa do autor, pela "grafiquinha", em modesta edição de apenas mil exemplares, o livro trazia capa de Márcio Sampaio e apresentação de Laís Corrêa de Araújo. Enviado a um concurso literário em Brasília, Tremor ganhou então o Prêmio Nacional de Ficção, o maior prêmio literário da época, tornando Luiz Vilela conhecido em todo o Brasil. Atualmente esgotado e só podendo ser encontrado em sebos, Tremor de Terra  terá em 2017, quando completa 50 anos, uma nova edição, a 10ª, publicada pela Editora Record.
Veja mais informações sobre o lançamento aqui.

sábado, 9 de abril de 2016

LUIZ VILELA: 60 ANOS DE LITERATURA

           No dia 9 de abril de 1956, Luiz Vilela, então com 13 anos, publicava pela primeira vez. Era o início de uma carreira literária, que, de forma ininterrupta, chega hoje aos 60 anos.
           "A boa leitura", um pequeno artigo, saiu no jornal A Voz dos Estudantes, que Vilela ajudou a criar, em Ituiutaba. O jornal trazia também, dele, ao lado do título, uma quadra patriótica, e dentro uma coluna sobre filatelia, hobby que ele então cultivava, saindo mais duas colunas nos dois números seguintes e últimos do jornal.
           Em 1957, aos 14 anos, Vilela publicou pela primeira vez um conto, "Escola de roça", num dos jornais da cidade, o Correio do Pontal, e pouco depois, no mesmo jornal, um artigo, "Reformar e revigorar a nossa política". Ele publicou ainda, no jornal de um centro cultural de jovens, O Comando, outro conto, "O mendigo".
          Em 1958, aos 15 anos, estudando em Belo Horizonte, Vilela passou a mandar semanalmente para o jornal Folha de Ituiutaba uma crônica, colaboração que se estendeu até o ano seguinte, num total de onze crônicas.
         Em 1959, aos 16 anos, também na Folha de Ituiutaba, ele publicou dois contos, "Um caso sem importância" e "Chofer de lotação", e em outro jornal, oCorreio do Triângulo, um poema, "Negro Cristóvão".
        Foram essas três as suas últimas publicações em jornais de Ituiutaba.
        Reproduzimos a seguir o artigo "A boa leitura", relevando seus erros de português, decorrentes de uma precária revisão, e destacando uma frase que, lida hoje, soa profética: "Felizes os que amam a leitura, pois serão eles os escritores de amanhã."
        Completando a matéria, reproduzimos também uma foto de Luiz Vilela aos 13 anos, tirada na fazenda de seu pai.


terça-feira, 5 de abril de 2016

ESTREIA DE PEÇA BASEADA EM CONTOS DE LUIZ VILELA


No dia 07 de abril, o grupo Tábula Rasa estreará Chuva de Luiz Vilela, peça teatral constituída de cinco esquetes adaptados de contos do escritor mineiro.
A primeira temporada acontecerá no Teatro Cândido Mendes, Ipanema-RJ, de 07 de abril a 26 de maio, às quartas e quintas.



Mais informações pelo site:

Ou Facebook:

domingo, 3 de abril de 2016

ATA DA REUNIÃO DO GPLV


 Ata da Reunião do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, GPLV, em 02 de abril de 2016, na UFMS, Câmpus de Três Lagoas. A co-coordenadora do GPLV, professora Eunice Prudenciano de Souza, abriu a reunião, às 8:00h, agradecendo aos presentes e informando que Angela Nubiato Lopes justificou a ausência. Na sequência, foram compartilhadas as informações sobre a organização do 6º Seminário do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela e 1º Seminário de Linguística que ocorrerão juntos, de modo simultâneo, na UFMS/CPAQ, nos dias 18 e 19 de abril do presente ano. Também se falou sobre as defesas de TCC’s, que acontecerão no dia 20 de abril no Câmpus do Pantanal, das quais alguns membros do GPLV farão parte da Banca.  Posteriormente, houve a discussão de "Pai contra mãe” (1906), de Machado de Assis, A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, e Te amo sobre todas as coisas (1994), de Luiz Vilela. Como aporte teórico, foram utilizados A personagem do romance, de Antonio Cândido & outros e “O ponto de vista”, de Norman Friedman, entre demais estudos no âmbito do narrador e autoria. Nada havendo mais a tratar, os presentes assinaram a Ata. Eunice Prudenciano de Souza. Igor Iuri Dimitri Nakamura. Luciene Lemos de Campos. Maria do Socorro Pereira Soares. Natália Tano Portela. Rauer Ribeiro Rodrigues. Rodrigo Pereira Andrade.  

Abaixo, alguns momentos da reunião:





quarta-feira, 16 de março de 2016

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV


CONVOCAÇÃO


Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela para reunião no dia 02 de abril, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 8h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta: 


1. Informes; 

2. Compartilhamento das informações sobre o 6º  
Seminário do GPLV e I Seminário de Linguística;

3. Debate:
"Pai contra mãe” (1906), de Machado de Assis, 
A hora da estrela (1977), de Clarice Lispector, e 
Te amo sobre todas as coisas (1994), de Luiz Vilela;

Aporte teórico:
A personagem de ficção, de Antonio Cândido & outros, 
“O ponto de vista”, de Norman Friedman, e 
A identidade cultural na pós-modernidade, de Stuart Hall.

Fortuna Crítica: Estudos da obra de Luiz Vilela que tratam da condição feminina, do narrador, da construção das personagens e da focalização: Faces do conto de Luiz Vilela (2006), de Rauer Ribeiro Rodrigues, Da submissão à dominação: as mulheres na obra de Luiz Vilela (2010), de Aline de Sena, e Configurações do amar: as afetividades em Luiz Vilela (2008), de Paula Vaz. 

4. Expediente.


Três Lagoas, 16 de março de 2015.


Rauer Ribeiro Rodrigues/Coordenador do GPLV

Eunice Prudenciano de Souza/Co-coordenador do GPLV

terça-feira, 1 de março de 2016

6º Seminário do GPLV e 1º Seminário de Linguística

Programação completa: clique aqui.

Nos dias 18 e 19 de abril de 2016, no Câmpus de Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do sul, serão realizados o 6º Seminário do GPLV e o 1º Seminário de Linguística do Curso de Letras local.
Haverá comunicações, minicursos, oficinas pedagógicas, palestras em mesas-redondas e o tradicional debate de projetos.
O evento oferecerá certificados aos participantes.
As inscrições são gratuitas.
Programação
(Sujeita a alterações)

Programação completa: clique aqui.

Períodos
18/04/16
19/04/16
Manhã
7h às 8h: Cadastro
8h às 9h30: Comunicações de Linguística
9h30 às 10h: Intervalo
10h às 11h30: Comunicações de Linguística
8h às 9h30: Comunicações de Literatura
09h30 às 10h: Intervalo
10h às 11h30: Comunicações de Literatura
Tarde
13h30 às 17h30: Atividades simultâneas:
- Minicurso: Faces do autoritarismo: vozes dissonantes na obra de Luiz Vilela (1967-1983)
- Minicurso: Práticas de leitura em sala de aula, utilizando o método científico
- Minicurso: Corpo, sexualidade e narrativas cinematográficas
- Oficina Pedagógica: Leitura para apreciar contos)
13h30 às 17h30:
- Debate de projetos do GPLV
- Debate de projetos da área de literatura
Noite
19h30: Mesa-Redonda 1
21h: Mesa-Redonda 2
19h30: Mesa-Redonda 3
Submissão de trabalhos
O resumo das comunicações orais deve ser encaminhado até 08/04/2016 para o email gpluizvilela@gmail.com, com indicação do eixo temático no corpo do texto do email.
O resumo deve ser composto por uma sequência de frases concisas e afirmativas, em parágrafo único, com uma frase inicial explicando o tema da exposição. Em seguida, devem ser indicados os objetivos, a metodologia, os resultados e as conclusões.
As normas para envio de resumos, para envio de trabalhos completos e para apresentação de trabalhos podem ser acessadas por aqui.

Grupos temáticos
Literatura
- Literatura Brasileira Contemporânea: Luiz Vilela.
- Literatura, teoria e crítica.
- Literatura e estudos interdisciplinares.
Línguas e Linguística
- Estudos do discurso e do texto.
- Metodologias para o ensino de línguas maternas e/ou estrangeiras.
- Novos e múltiplos letramentos.
Prazos e Inscrições

Inscrições como ouvinte
As inscrições para ouvintes serão feitas por formulário online até o dia 17/04/2016. Solicitamos que a inscrição seja feita com antecedência, para evitar sobrecarregamento do sistema nos últimos dias. Para realizar a inscrição, clique AQUI. No dia 18/04/2016, quem ainda não tiver feito sua inscrição pode fazê-la presencialmente, das 7h às 9h. As inscrições são gratuitas.

Inscrições com apresentação de trabalho
As pessoas que desejarem apresentar trabalhos no evento deverão, além de fazer a inscrição como ouvintes, submeter os resumos dos trabalhos por email, de acordo com o estabelecido no item Submissão de trabalhos, acima.
Os projetos de pesquisa dos membros do GPLV a serem debatidos devem ser encaminhados para o email gpluizvilela@gmail.com até 28/03/2016. Os resumos das demais atividades devem ser encaminhados até 11/04/2016 para o email gpluizvilela@gmail.com. As inscrições são gratuitas.

Inscrições em minicursos e oficina pedagógica
Serão oferecidos três minicursos e uma oficina pedagógica, que ocorrerão simultaneamente, de acordo com a programação acima. Por se tratarem de atividades com número limitado de participantes, as inscrições serão feitas de forma independente. Assim, além da inscrição como ouvinte, é necessário realizar a inscrição no minicurso desejado ou na oficina pedagógica. As inscrições podem ser realizadas enquanto houverem vagas. Para mais informações e para realizar a inscrição nessas atividades, clique aqui. As inscrições são gratuitas.
Contato
Em caso de dúvida, entre em contato com a comissão organizadora pelo email gpluizvilela@gmail.com

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

ATA DA REUNIÃO DO GPLV

Ata da Reunião do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela, GPLV, em 20 de fevereiro de 2016, na UFMS, Câmpus de Três Lagoas. O co-coordenadora do GPLV, professora Eunice Prudenciano de Souza, abriu a reunião, às 8:00h, agradecendo aos presentes e informando que Elcione Ferreira Silva, Elenice Alves de Araújo Oliveira e Rodrigo Pereira Andrade justificaram a ausência. Sendo que Elenice informou também que, a partir da presente data, estava desligando-se do grupo. Logo após seguiu-se a pauta, falando-se sobre eventos e chamadas de trabalhos para 2016. Na sequência, foi tratado da organização do VI Seminário do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela e I Seminário de Linguística que ocorrerão juntos, de modo simultâneo, na UFMS/CPAQ, nos dias 18 e 19 de abril do presente ano. Para o evento, ficaram previstos comunicações, mesas-redondas, minicursos e o tradicional debate de projetos de pesquisa. Também se falou sobre o VII Seminário do GPLV que ocorrerá no 2º semestre, na UFMS/CPTL, no mês de outubro. Natália Tano Portela ficou responsável pela divulgação do VI Seminário do GPLV pela internet, assim como da operacionalização das inscrições e envios de resumos. Definiu-se a data de 28/03, para envio de projetos a serem debatidos, e a data de 08/04 para encerramento do prazo de envio de trabalhos. Posteriormente, houve a discussão dos contos “As formigas”, de Tarde da noite (1970), “Bichinho engraçado”, Lindas pernas (1979) e “Zoiuda”, de Você verá (2013), a partir do trabalho de Felipe Santos de Torre, A animalidade e a condição humana: aspectos zooliterários em contos de Luiz Vilela (2015). Nada havendo mais a tratar, os presentes assinaram a Ata. Secretária da reunião: Angela Nubiato Lopes. Eunice Prudenciano de Souza. Igor Iuri Dimitri Nakamura. Luciene Lemes Campos. Maria do Socorro Pereira Soares. Mateus Antenor Gomes. Natália Tano Portela. Priscila Costa. Rauer Ribeiro Rodrigues.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

REUNIÃO MENSAL DO GPLV OCORREU NO ÚLTIMO SÁBADO

Sábado, 20 de fevereiro de 2016, ocorreu a reunião mensal do GPLV no Câmpus de Três Lagoas da UFMS. Estiveram presentes Angela Nubiato Lopes, Eunice Prudenciano de Souza, Igor Iuri Dimitri Nakamura, Luciene Lemes Campos, Maria do Socorro Pereira Soares, Mateus Antenor Gomes. Natália Tano Portela, Priscila Costa e Rauer Ribeiro Rodrigues. 
Dentre outros assuntos, tratou-se da organização do VI Seminário do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela e I Seminário de Linguística que ocorrerão juntos, de modo simultâneo, na UFMS/CPAQ, nos dias 18 e 19 de abril do presente ano. Para o evento, ficaram previstos minicursos, comunicações, mesas-redondas e o tradicional debate de projetos de pesquisa. Os membros presentes, após discussão, definiram a data de 28/03, para envio de projetos a serem debatidos, e a data de 08/04 para encerramento do prazo de envio de trabalhos.
Na segunda parte da reunião, houve a discussão dos contos “As formigas”, de Tarde da noite (1970), “Bichinho engraçado”, Lindas pernas (1979) e “Zoiuda”, de Você verá (2013), a partir do trabalho de Felipe Santos de Torre, A animalidade e a condição humana: aspectos zooliterários em contos de Luiz Vilela (2015).
Mais um momento de enriquecimento pessoal e compartilhamento de informações e conhecimento pelo grupo.

Um flagrante:


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Resenha de Aline Viana sobre o "Tremor de terra"

Sempre se diz que o grande escritor brasileiro contemporâneo não existe. Se existisse, seria conhecido e exaltado por toda a gente. Sinceramente, o Brasil é grande e o funil é apertado. Novos autores têm dificuldade em conseguir ser publicados e outros, embora já rodados e cheios de adjetivos positivos, não chegam a “estourar” para o grande público – desses uns poucos viram cult. Esse último é o caso do mineiro Luiz Vilela, que descobri há bem pouco tempo, por indicação do escritor Marcelo Maluf.

“Tremor de terra” (editora Ática) foi o primeiro livro publicado por Vilela e  já demonstra que ele era um escritor maduro. Os personagens são pessoas comuns, mas com histórias que marcam o leitor. Não, eu sei que a essa altura eu devia fugir desse tipo de clichê (“que marcam o leitor”, ora essa, nem parece jornalista!) como o vampiro do crucifixo, mas é que eu fui lendo, me divertindo, me surpreendendo com um texto após o outro e fiquei depois um bom tempo pensando nos dramas e aventuras dos personagens - confere com a definição de "marcar", né? rsrs E isso, acredito, é porque o autor sabe trabalhar a tensão em cada conto.

Em “Confissão”, um adolescente confessa ao padre que pecou por ter visto a vizinha dormindo de camisola, em “Júri”, o leitor acompanha uma panorâmica de um julgamento sob o ponto de vista de um dos jurados (o sujeito vê até o suor na careca do promotor de justiça);  em “Um dia igual aos outros”, um personagem decide fazer um diário e revela sua perplexidade diante de um colega que diariamente chora no banheiro do  escritório e ainda chora de porta aberta pra todo mundo ver.

A edição que li é de 1980 (sério, eu nem era projeto de gente nessa época) e comprei em um sebo. A diagramação é triste, evoca aqueles jornais antigos com o texto em duas colunas separadas por uma linha preta. Mas, era o que havia disponível porque o livro está esgotado nas editoras.

Abaixo a íntegra de um dos contos para vocês conhecerem (peguei o menorzinho mesmo porque nem todo mundo curte ler coisas longas na internet).

Dois homens
        “Os dois homens estão sentados à mesa do bar. O mais novo deve ter uns trinta anos, é gordo, cabelo cortado baixo, camisa esporte. O outro, já velho, de cabeça branca, é magro e está de terno e gravata. Olhando bem, vê-se que tem traços comuns: devem ser pai e filho. Estão sentados um em frente ao outro. Na mesa, forrada de branco, há uma garrafa de cerveja vazia, e pratinhos sujos com talheres e guardanapos de papel embolados. Acabaram de comer há algum tempo. Depois disso devem ter palitado os dentes, o velho ocultando educadamente o palito com a outra mão, ou então, não tendo dentes, ficado a observar o filho palitando sem o recato com o que ele o teria feito; mas isso ele teria apenas observado, sem fazer qualquer reflexão, como, por exemplo,  que os tempos mudaram e os costumes do seu filho não são mais os seus, e que ele está velho; não, ele não tem o ar melancólico de quem tivesse pensado essas coisas ou outras semelhantes que tivesse como causa o filho à sua frente; ele teria apenas observado, apenas olhado, como agora olha na direção da porta de entrada do bar sem que pareça estar pensando nela; na verdade é difícil imaginar o que ele está pensando, pois parece não estar pensando em nada – parece não estar pensando; e parece também não estar olhando para coisa alguma, apensa os seus olhos estão abertos e o seu rosto está voltado na direção da porta, mas não parece haver nada ligando-o à porta ou à outra coisa fora da porta. Há algum tempo já que ele está assim imóvel, sem fazer qualquer gesto, sem nada nele que se mexa. Em frente o filho, que depois de palitar e largar o palito no pratinho deve ter firmado o cotovelo na mesa segurando o queixo com a mão espalmada, e assim está até agora; é uma posição que se diria de cansaço ou tristeza, mas o rosto não expressa nada e ele também parece não estar olhando para nada e ele também parece não estar olhando para nada. Há talvez uns quinze minutos já que os dois estão assim, sentados um frente ao outro sem dizer nada e sem fazer nada. Sob a luz clara do bar, entre outras mesas cheias de gente, conversas, ruídos, dão a impressão de dois objetos sem nenhuma relação entre si e com o mundo ao redor, e que se acham ali por mero acaso, e que serão recolhidos com a garrafa, os copos e os pratinhos pelas mãos ágeis do garçom, que não vendo neles qualquer utilidade os lançará ao lixo.”

Mais – Achei essa entrevista do Luiz Vilela para o Itaú Cultural. Ele fala um pouco da sua carreira, seus livros e lê um trecho de uma de suas obras - é só por o dedinho aqui.

Ficha técnica:
“Tremor de terra”
Autor: Luiz Vilela
Preço: a partir de R$ 12,50 em lojas online
Tem em bibliotecas? Sim, em Sampa na Alceu Amoroso Lima, no Centro Cultural São Paulo, na Gilberto Freire, Helena Santos e Roberto Santos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE REUNIÃO DO GPLV


CONVOCAÇÃO


Ficam convocados os integrantes do Grupo de Pesquisa Luiz Vilela para reunião no dia 20 de fevereiro, sábado, no Câmpus 1 da UFMS de Três Lagoas, das 8h às 12h, para discutirem e deliberarem sobre a seguinte pauta: 


1. Informes; 

2. Eventos e publicações para 2016; 

3. Organização do 6º e 7º Seminários de Pesquisa;

4. Discussão dos contos “As formigas”, de Tarde da noite (1970), “Bichinho engraçado”, de Lindas pernas (1979) e “Zoiuda”, de Você verá (2013), a partir do trabalho de Felipe Santos de Torre, A animalidade e a condição humana: aspectos zooliterários em contos de Luiz Vilela (2015), disponível na Fortuna Crítica do Blog.

5. Expediente.


Três Lagoas,  10 de fevereiro de 2015.



Rauer Ribeiro Rodrigues/Coordenador do GPLV
Eunice Prudenciano de Souza/Co-coordenador do GPLV